Pais de vítimas de terremoto entram com primeiro processo na China

DEYANG, China - Um grupo de pais cujos filhos estavam entre os 127 mortos na queda de uma escola elementar durante o terremoto que devastou a China em maio confirmou ter dado entrada em um processo contra o governo e os construtores responsáveis pelo prédio. O processo é o primeiro a ser movido pelos pais que dizem que a construção malfeita custou a vida de suas crianças.

The New York Times |

A Radio Free Asia reportou o processo no começo de dezembro, mas a mídia oficial chinesa não havia mencionado o assunto. Neste fim de semana, os pais confirmaram o fato em entrevistas ao telefone e disseram esperar uma confirmação de que a corte irá ouvir o caso.

O processo foi movido no dia 1º de dezembro na cidade de Deyang, na província de Sichuan, região mais atingida pelo terremoto do dia 12 de maio que deixou cerca de 88,000 pessoas mortas ou desaparecidas. Até 10,000 crianças foram mortas com a destruição de 7,000 salas de aula na zona do terremoto, de acordo com estimativas do governo.

Nas semanas subsequentes, os pais foram às ruas em cidades de toda a província para exigir que as autoridades locais investigassem a construção das escolas.

Em alguns casos, pais em lágrimas foram detidos pela polícia de choque. Depois, no verão, os governos locais prometeram compensações aos pais caso eles assinassem acordos declarando que não exigiam uma investigação ou reclamações sobre a construção das escolas.

Os pais que deram entrada no processo tiveram seus filhos mortos na queda da Escola Primária No. 2 na cidade de Fuxin, onde pelo menos127 alunos morreram. Muitos deles assinaram acordos de compensação, mas alguns decidiram no outono que dariam andamento ao processo. Nele, o acusado é o governo de Fuxin, o departamento de educação da cidade de Mianzhu, o diretor da escola e a companhia que construiu o prédio que abrigava a instituição.

Chen Xuefang, um dos pais, disse ue eles exigem uma compensação equivalente a US$19,000 por criança. No verão, o governo local ofereceu aos pais o equivalente a US$8,800 em dinheiro e outros milhares de dólares em um fundo de aposentadoria caso concordassem em abandonar a questão.

- EDWARD WONG

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