Pacto de segurança entre Iraque e Estados Unidos pode não sair

BAGDÁ - A esperança de que um pacto de segurança entre Iraque e Estados Unidos pudesse ser concluído tranquilamente retrocedeu no domingo, conforme diversos líderes políticos iraquianos, inclusive os que negociaram o acordo, aparentemente se afastaram da possibilidade de uma aprovação rápida

The New York Times |

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Numa declaração pública, veiculada em websites semioficiais do governo, a Aliança Iraquiana Unida, que representa diversos partidos xiitas a favor do governo, afirmou que não poderá endossar o pacto como está e pediu algumas mudanças. No sábado, a aliança formou um comitê para pesquisar a opinião de seus membros.

"A aliança pediu que o primeiro-ministro reabra as negociações com os americanos e tente modificar o pacto até que se torne aceitável para nós", disse Sami Al-Askari, líder do partido Dawa, o mesmo do primeiro-ministro Nouri Kamal Al-Maliki, que faz parte da aliança xiita. A conclusão de um pacto "dependerá do lado americano", ele disse.

Em Washington, a Casa Branca se recusou a comentar o assunto.


Iraquianos simpatizantes de Muqtada al-Sadr protestam contra o acordo / AP

Autoridades americanas tentaram persuadir os iraquianos a concluir o pacto até meados do verão, preocupados que o governo iraquiano relutasse em aceitá-lo conforme as eleições provincianas, originalmente marcadas para o dia 1º de outubro, se aproximassem. Mas os iraquianos resistiram e, apesar das concessões americanas, parecem ter voltado atrás.

Caso os iraquianos decidam que há muitos riscos políticos no pacto, outra opção seria ampliar a resolução do Conselho de Segurança da ONU que permite que tropas americanas operem no país. Mas os iraquianos não querem isso e alguns países do Conselho de Segurança, principalmente a Rússia, não devem apoiar essa medida.

O rascunho do pacto exige a retirada americana do Iraque até 2011, baseado na performance das forças de seguranças locais, e determina datas específicas para a retirada de cidades iraquianas. Mas o rascunho também diz que esses "objetivos" podem mudar caso exista comum acordo.

O pacto faria com que companhias particulares de segurança e outras empresas contratadas sejam sujeitas à justiça iraquiana, o que é uma das exigências das autoridades locais.  Mas outra exigência iraquiana, que os militares americanos também sejam sujeitos à justiça local, não se encontra no pacto.

Sem um acordo até o dia 31 de dezembro, data final da autorização da ONU para a presença de tropas americanas no Iraque, os militares podem ter que parar as operações, permanecer em suas bases, deixar de entregar pacotes de ajuda humanitária por avião e se preparar para partir, de acordo com as autoridades americanas.

Por ALISSA J. RUBIN e SUADAD AL-SALHY

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