Pacote de estímulo financeiro deve priorizar resultados

Agora que o governo já gastou quase US$ 1,4 trilhão para estabilizar o sistema financeiro, os economistas e legisladores (juntamente com o presidente eleito) tentam entender quanto deve ser investido em um pacote de estímulo financeiro para impedir a recessão e no que este dinheiro deve ser gasto.

The New York Times |

O tamanho de um possível pacote de estímulo aumenta junto com os contratos econômicos e isso tem acontecido em um índice anual de 4%, de acordo com as estimativas atuais, ou oito vezes mais rápido do que no verão deste ano. Para equilibrar essa compensação será preciso uma injeção federal de pelo menos US$ 400 bilhões, calculam muitos economistas. Mas nem mesmo essa medida restauraria uma economia saudável.

"A esperança é que o próximo pacote de estímulo seja grande o suficiente para elevar a economia de valores negativos a um crescimento zero", disse Mark Zandi, principal economista do Moody's Economy.com. "Essa é a aposta de hoje: crescimento zero".

O presidente eleito Barack Obama não estipulou quanto o plano de estímulo pode custar, apesar dos líderes do Congresso terem citado números na casa dos US$ 500 bilhões ou mais. Obama deu uma dica, no entanto. Ele falou de uma recuperação que irá gerar 2,5 milhões de empregos nos primeiros dois anos de sua gestão. Isso exigiria não apenas o crescimento zero, mas uma expansão robusta (um efeito reverso dos -4% atuais para um índice de crescimento entre 2,5% e 3% ao ano).

Para conseguir tal mudança seria necessário acrescentar quase US$ 1 trilhão em investimentos anuais na economia. O setor privado geralmente faz isso, aumentando seus gastos diante de uma recuperação. Mas se isso não acontecer desta vez, a gestão Obama terá que intervir, através de um pacote de estímulo que gere o valor adicional, provavelmente através de uma mistura de gastos federais e isenções fiscais.

Nenhum legislador ou economista sugeriu publicamente valores tão altos. Trilhões de dólares são mencionados ao se falar de um resgate financeiro, mas não de um pacote de estímulo. O debate gira em torno de qual será a mistura correta para um pacote de estímulo (quer dizer, a combinação mais eficiente de gastos e isenções).

Economistas proeminentes argumentam que mais de 50% do próximo pacote, seja qual for o seu tamanho, deve ser dedicado aos gastos (em infraestrutura pública como estradas ou escolas, e em itens como descontos alimentares e ajuda a governos estaduais, subsidiando seus gastos).

-  LOUIS UCHITELLE

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