OTAN combaterá comércio de drogas no Afeganistão

BUDAPESTE, HUNGRIA ¿ O ministro de defesa da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) concordou nesta sexta em permitir ataques ao tráfico de drogas afegão, após os Estados Unidos terem alcançado um compromisso de aliança com outros 25 países por meio de um grande movimento estratégico.

The New York Times |

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O acordo, aceito pelos países europeus com algumas dúvidas, incluindo a Alemanha e a Espanha, pretende que as tropas estejam preparadas para atacar aparatos ligados à produção de ópio, mas eles devem conseguir autorização do governo nacional.

Os oficiais da OTAN enfatizaram que apenas  produtores de drogas conhecidos por apoiar a guerrilha serão alvo. A operação não será limitada e terminará quando as forças de segurança afegãs estiverem prontas para cuidar da tarefa sozinhos.

A decisão, que pode incluir o bombardeio de laboratórios que convertem ópio em heroína, foi feita sob considerável pressão do Secretário de Defesa dos Estados Unidos Robert M. Gates e do comandante supremo da OTAN, General John Craddock. Durante os dois dias de reunião em Budapeste, eles argumentaram que o comércio de drogas estava ajudando a financiar o Taleban.

O Secretário Gates ficou extremamente satisfeito que, após dois dias de discussões profundas, a OTAN decidiu permitir que as forças ISAF (Força Internacional de Assistência para Segurança) enfrente traficantes de drogas que estão abastecendo a guerrilha, desestabilizando o Afeganistão e matando nossas tropas, disse o porta-voz do Pentágono, Geoff Morrell. As 37 mil tropas da NATO fazem parte da Força Internacional de Assistência para Segurança ou ISAF.

O Afeganistão produz cerca de 90% da heroína do mercado mundial.

As tropas da OTAN, particularmente aquelas que estão no sul do Afeganistão, têm estado sob um ataque tão prolongado de guerrilheiros, nos últimos meses, que o comandante britânico, Brigadeiro Mark Carleton-Smith, preveniu que seria impossível derrotar o Taleban.

Os ministros de defesa da OTAN analisarão o sucesso da missão quando se encontrarem de novo em fevereiro na Polônia...

Por JUDY DEMPSEY

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