Obama traça nova rota para reeleição

Democratas tentam se beneficiar de mudanças demográficas em Estados republicanos para compensar perda de redutos por crise econômica

The New York Times |

Com o seu apoio entre os eleitores brancos operários de colarinho azul bem mais fraco do que entre os independentes de colarinho branco, o presidente Barack Obama decidiu traçar uma trajetória alternativa para a reeleição , caso seja incapaz de vencer em Ohio e outros Estados tradicionalmente industriais essenciais para vitórias presidenciais democratas.

AP
Presidente dos EUA, Barack Obama, participa de reunião na Casa Branca ao lado da secretária de Estado Hillary Clinton (E) e do secretário do Transporte Ray LaHood
Sem perder terreno em qualquer outro lugar, Obama está lutando duro para conquistar Estados do Sul e das Montanhas Rochosas que venceu em 2008, e alguns que não venceu, no cálculo para chegar aos necessários 270 votos no Colégio Eleitoral.

Ele quer provar que suas vitórias nessas regiões antes republicanas não foram inesperadas, mas que fizeram parte do início de uma tendência que dará vantagem competitiva aos democratas por muitos anos.

Enquanto os índices de aprovação de Obama têm caído diante do desemprego ainda elevado, o que encoraja os democratas são as mudanças demográficas de Estados antes republicanos, como o Colorado, onde os democratas ganharam uma disputa pelo Senado em 2010, assim como a Carolina do Norte e a Virgínia.

Com cidades e subúrbios em crescimento, eles são povoadas por um número cada vez maior de independentes educados e de renda maior, eleitores jovens, hispânicos e negros, muitos deles alienados pela agenda do movimento ultraconservador Tea Party .

Com exceção de Indiana, os assessores de Obama dizem que o presidente será favorecido ou terá vantagem competitiva em todos os lugares que ganhou na última eleição, incluindo Ohio.

Mas as pesquisas evidenciam a tarefa difícil que ele terá com os independentes do cinturão industrial, onde os níveis de renda e de educação estão abaixo da média nacional, em comparação com Estados como Colorado e Virgínia, que têm independentes de maior renda e melhor nível de escolaridade.

Um desafio para Obama no Colorado e em outros lugares será mobilizar os eleitores hispânicos, muitos dos quais se queixam de que ele não se esforçou o suficiente para superar a oposição republicana à legislação imigratória .

Além disso, para se tornar atraente para os independentes, Obama precisará usar de habilidade política, já que sua recente mudança para uma abordagem mais agressiva contra os republicanos do Congresso pode ter custado o seu apoio, embora o favoreça com eleitores democratas.

A Virgínia e a Carolina do Norte, com suas universidades respeitadas, centros de tecnologia e diversos subúrbios, são similares em suas mudanças demográficas e podem ser vistos como um único Estado para fins da política presidencial.

Seus 28 votos eleitorais combinados são quase iguais aos 29 votos da Flórida, que era tradicionalmente vista, juntamente com Ohio, como um Estado necessário para os democratas.

Por Jackie Calmes e Mark Landler

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