Obama tenta mudar foco de campanha para a economia americana

GOLDEN, Colorado - O senador Barack Obama fez pelo menos quatro grandes discursos sobre a economia ao longo de sua candidatura presidencial. Ainda assim, mesmo seus conselheiros reconhecem que os eleitores podem não ter percebido isso até que ele falou sobre o assunto nesta terça-feira, em face à crise dos mercados financeiros.

The New York Times |

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"Que fique claro", disse Obama enfaticamente. "O que vimos nos últimos  dias não é nada menos do que o veredito final de uma filosofia  econômica que falhou completamente".

Nessas semanas finais da disputa presidencial, Obama busca  urgentemente abordar a questão econômica, usando o colapso de empresas  de Wall Street para ilustrar a necessidade de maior controle sobre o setor financeiro. Mas ele enfrenta um desafio neste fronte do senador John McCain, que adotou uma mensagem de reforma populista prometendo "limpar Wall Street".

Obama estabeleceu sua campanha através de sua oposição à guerra no Iraque, mas sua mensagem agora se volta à economia. A crise financeira representa um novo argumento político para os democratas que tentam reconquistar a Casa Branca.

A questão ainda é se Obama conseguirá definir sua candidatura em torno da economia, como outros democratas já fizeram, e se mostrar em sintonia com as dificuldades dos americanos.

Ele está usando a piora na economia do país para ressaltar ainda mais  as diferenças que tem em relação a seu oponente republicano. Na  terça-feira, ele zombou da proposta de McCain em criar uma comissão  para estudar a calamidade nos mercados financeiros do país.

"Ao invés de oferecer um plano concreto para resolver a questão, o  senador McCain sugeriu o mais antigo truque de Washington: pagar uma comissão para estudar o problema", disse Obama. "A questão é que não se trata do 11/9. Nós sabemos como entramos nessa bagunça. O que precisamos agora é de liderança para sair dela".

Ainda que os democratas acreditem que Obama ganhou terreno entre os eleitores da classe trabalhadora depois da árdua disputa das  primárias, o desafio ainda é conquistar os eleitores de regiões  economicamente desfavorecidas de Estados disputados que passaram por suas próprias versões da crise financeira.

Obama falou enfaticamente sobre a economia num discurso de 40 minutos nesta terça-feira na Escola de Minas do Colorado, essencialmente reprisando idéias  sobre as quais já havia falado. Ele pediu um controle mais agressivo sobre Wall Street e nova ênfase nas inovações antes de retomar assuntos corriqueiros como a oposição à isenção fiscal concedida aos americanos mais ricos.

Por JEFF ZELENY

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