Obama se prepara para convencer americanos de melhora na economia

WASHINGTON - A Casa Branca deve agir para persuadir os americanos de que as políticas do presidente Barack Obama estão ajudando tirar o país da recessão esta semana. Mas uma palavra pode atrapalhar: desemprego.

The New York Times |

Com as pesquisas mostrando o apoio à forma como Obama lida com a economia em declínio, o presidente e outros oficiais de alto escalão de sua gestão (o vice-presidente Joe Biden, o ministro de energia Steven Chu e ministro do comércio Gary Locke) pegarão a estrada nesta quarta-feira em uma tentativa de demonstrar força.

Eles tentarão demonstrar, como o presidente disse no sábado em seu discurso semanal, que "nos últimos meses, a economia  melhorou mensuravelmente mais do que o esperado".

Eles têm algumas estatísticas para apoiar esta alegação. Números divulgados na semana passada mostraram que a economia retraiu mais lentamente no segundo trimestre do que muitos economistas esperavam, um desenvolvimento que sugere que a grande crise pode ter chego ao fundo do poço. Além disso, depois de uma queda de dois anos, os preços dos imóveis estão mostrando sinais de estabilização em algumas cidades.

Mas esses relatórios serão provavelmente obscurecidos por outro: dados que serão divulgados na sexta-feira devem mostrar que o desemprego, 9.,5% em junho, subiu novamente em julho, talvez para mais de 10% pela primeira vez desde 1983.

Para os americanos, um índice de desemprego de dois dígitos pode ser um limiar psicológico com ramificações políticas para Obama.

"O problema que ele terá esta semana e daqui para frente é a pequena recuperação do desemprego", disse Bruce Bartlett, oficial do Tesouro sob o primeiro presidente Bush. "Que bem faz você saber que a economia está crescendo se não estiver compartilhando deste crescimento com um emprego?"

Na quarta-feira, Biden irá a Detroit, capital da indústria automobilística, enquanto Obama fará uma nova visita ao condado de Elkhart, Indiana, que se auto-intitula "a capital mundial dos trailers". Locke estará em Kansas City e Chu em Charlotte.

Ao propagar a imagem de sua política como tendo melhorado o quadro econômico, os oficiais da Casa Branca argumentam que até o final de 2010, o desemprego será dois pontos menor do que teria sido sem o estímulo.

Mas este argumento é prejudicado por uma previsão inexata da própria gestão. Em janeiro, a equipe de Obama previu que o desemprego permaneceria em 8% ou cairia em 2009 se o projeto de recuperação fosse aprovado. O próprio Biden admitiu no mês passado que os oficiais da gestão "interpretaram mal quão ruim a economia estava" antes de assumir o governo.

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