Obama se concentra na escolha de procurador-geral para sua gestão

WASHINGTON - A equipe de transição do presidente eleito Barack Obama deu sinais a Eric H. Holder Jr., oficial sênior do Departamento de Justiça da gestão Clinton, de que ele será indicado ao cargo de procurador-geral, mas nenhuma decisão final foi tomada, afirmaram os envolvidos na terça-feira.

The New York Times |

Holder será o primeiro afro-americano a atuar no principal cargo de  aplicação da lei do país. Como consultor de Obama, há muito tempo ele é considerado para o posto por causa de sua extensa experiência como promotor e juiz, bem como sua reputação afiada em Washington.

Os  consultores de Obama parecem ter superado as preocupações sobre como o envolvimento de Holder no escândalo do perdão presidencial no final da gestão Clinton possam prejudicar sua indicação.

A notícia de que Holder pode ser indicado como procurador geral chegou a público conforme Obama começa a decidir por outros membros de sua  equipe e sinaliza as prioridades políticas de sua gestão.

Obama deve nomear Peter R. Orszag, diretor do Gabinete de Orçamento Congressista, como diretor de orçamento da Casa Branca, afirmaram os  envolvidos na transição. O principal candidato para outro posto  importante na equipe econômica a essa altura, diretor do Conselho  Econômico Nacional, é Jacob Lew, que foi diretor de orçamento na  gestão Clinton.

Ainda que Obama não tenha indicado nenhum de seus secretários de  Gabinete, suas primeiras escolhas para cargos na Casa Branca e os  nomes no topo das listas de vagas na equipe sugerem que sua gestão  possa ser preenchida amplamente por democratas que serviram na gestão Clinton.

Em sua única aparição pública na terça-feira, Obama indicou que  pretende agir rapidamente sobre um dos mais ambiciosos itens de sua  agenda, o aquecimento global. Falando a um grupo bipartidário de  governadores através de uma conferência de vídeo, o presidente eleito  disse que apesar do enfraquecimento da economia, ele não pretende  atrasar ou aliviar seus agressivos objetivos de redução das emissões  que causam o aquecimento do planeta.

"Agora é o momento de enfrentar este desafio de uma vez por todas",  disse Obama. "Atraso não é uma opção. Negação não será uma resposta aceitável":

Ele repetiu sua promessa de campanha de reduzir as emissões de dióxido  de carbono em 80% até 2050 e investir US$150 bilhões em tecnologias  econômicas.

- ERIC LICHTBLAU e JOHN M. BRODER

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