Obama se aproxima de momento crucial em sua presidência

WASHINGTON - Com seis meses de gestão, Barack Obama se aproxima de um momento crucial em sua presidência. Ele conseguiu aprovação para um pacote de estímulo de US$ 787 bilhões, resgatou Wall Street e, na terça-feira, conseguiu vencer a indústria de defesa no Senado, que votou para o encerramento de um programa de fabricação de aviões de combate.

The New York Times |

Mas o público e os legisladores estão agitados com o próximo grande plano de Obama, a reforma do sistema de saúde americano. Como ele lidará com a questão nas próximas semanas irá definir o resto de sua presidência, demonstrando sua força política, sua relação com ambos os partidos no Congresso e seu apetite em lutar por sua agenda.

Com alguns colegas democratas reclamando de sua insistência em que tanto a Câmara quanto o Senado aprovem legislações para a saúde antes do recesso de agosto, Obama tem uma decisão difícil a tomar: ele deve assumir uma linha dura, exigindo que os legisladores sigam seu cronograma (se arriscando assim a perder o apoio dos republicanos e democratas moderados)? Ou deve sinalizar flexibilidade, permitindo que os legisladores levem o tempo que acreditam ser necessário (e oferecendo à oposição tempo para armar uma estratégia contra o projeto)?

Nesta quarta-feira, Obama irá falar à nação em uma coletiva de imprensa no horário nobre. Rahm Emanuel, chefe de gabinete da Casa Branca, disse em uma entrevista que o presidente pretende usar a coletiva como um "boletim destes seis meses", falar sobre "como resgatamos a economia de sua pior recessão" e da agenda legislativa em andamento, inclusive sobre a saúde pública e a energia, que se arrastaram pela Câmara e enfrentam um caminho difícil no Senado.

Obama assumiu o cargo prometendo uma Washington mais bipartidária, que até o momento não conseguiu estabelecer. Suas ações nas próximas semanas a respeito da reforma do sistema de saúde podem determinar sua relação a longo prazo não apenas com os republicanos, mas também com seus colegas democratas.

Um dos problemas que Obama enfrenta é sobre a possibilidade de pressionar democratas conservadores que pode gerar revolta entre as pessoas que ajudaram a colocá-lo no cargo. Se ele forçá-los a votar em um projeto do qual seus eleitores não gostam, dentro de um cronograma que aparenta pressa demais, isso pode prejudicar os políticos em suas áreas. Isso poderia significar um problema político maior para a Casa Branca: com a resultante perda de cadeiras pelos democratas nas eleições de 2010.

As próximas semanas, conforme o presidente tenta chegar a um acordo em relação à saúde, podem dizer aos americanos até onde ele está disposto a ir.

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