Obama restabelece proteção a espécies em extinção suprimida por Bush

Poucas semanas antes de deixar o cargo, o presidente George W. Bush disse a oficiais federais que eles não precisavam pedir conselhos a especialistas em vida selvagem antes de tomar ações que pudessem prejudicar plantas ou animais protegidos pelo Ato de Espécies em Extinção.

The New York Times |

Na terça-feira, o presidente Barack Obama disse que, na verdade, eles precisam. Em uma visita ao Departamento de Interior marcando seu 150º aniversário, o presidente disse que assinou um memorando direcionando os departamentos do Interior e do Comércio a reverem uma regulamentação emitida pela gestão Bush no dia 16 de dezembro.

A regulamentação revogava a antiga exigência de que agências contemplando ações que pudessem atingir espécies em extinção consultassem cientistas do Serviço de Vida Selvagem e Marinha e o Serviço Nacional de Pesca Marinha e levassem sua opinião em consideração.

Até que a revisão esteja completa, afirma o memorando de Obama, as agências precisam retornar à antiga prática de pedir e atuar sobre os conselhos científicos.

O presidente disse que assinou o memorando para "ajudar a restaurar o processo científico a seu lugar de direito" em defesa do Ato de Espécies em Extinção.

"Nós deveríamos procurar por formas de melhorá-lo, não enfraquecê-lo", disse Obama a respeito do ato. O presidente disse que é "falso" dizer que as pessoas precisam escolher entre crescimento econômico e proteção ambiental.

O anúncio atraiu aplausos de uma plateia de 500 pessoas reunidas para a comemoração do aniversário. Milhares de outros funcionários acompanharam por teleconferência e vídeo, afirmou o Departamento do Interior.

Mas em uma declaração, Bill Kovacs, vice-presidente para assuntos de meio-ambiente, tecnologia e regulamentação da Câmara Americana de Comércio, condenou a ação como uma interferência ilógica a projetos necessários.

"Enquanto americanos reais estão em busca de emprego, burocratas de Washington debatem se, por exemplo, um projeto de uma ponte na Flórida irá contribuir para o degelo do Ártico", disse Kovacs.

O gelo Ártico entrou no debate no ano passado, quando ursos polares foram listados como espécies em extinção sob o ato. Os críticos disseram que como resultado disso, o Ato de Espécies em Extinção pode em teoria ser utilizado para impedir tudo que possa contribuir mesmo em uma escala pequena para o aquecimento global.

Os republicanos no Congresso disseram que as ações de Obama podem levar ao atraso desnecessário em projetos financiados pelo pacote de estímulo. Janette Brimmer, advogada da equipe do Earthjustice, um grupo legal sem fins lucrativos que desafiou a mudança de Bush nas cortes, disse que o memorando é "um importante primeiro passo".

Por CORNELIA DEAN

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