Obama quer mudar de foco e se concentrar em McCain

EVANSVILLE, Indiana - O Senador Barack Obama iniciou a próxima fase de sua campanha na terça-feira tentando tirar o foco da Senadora Hillary Rodham Clinton e convencer os líderes de seu partido que o tempo para decidirem seu candidato está acabando.

The New York Times |

Uma série de endossos devem ser anunciados nesses próximos dias, incluindo o de superdelegados que pretendem jurar apoio a Obama. Mais funcionários da sede da campanha em Chicago se dedicarão a atacar o Senador John McCain do Arizona, seu concorrente republicano.

Obama só mencionou Clinton uma vez em seu discurso na noite de terça-feira, quando a parabenizou pela vitória nas primárias da Pensilvânia. Ele se referiu a McCain sete vezes, um lembrete para os democratas do desafio que ainda terão que enfrentar.

"Há uma urgência a respeito do tempo que estamos perdendo e uma urgência de que não o usemos em disputas internas que beneficiam o senador McCain", disse David Axelrod, estrategista da campanha de Obama. "No final das contas, o objetivo final é a disputa em novembro".

Mesmo assim, sua derrota na Pensilvânia foi significativa, com Obama perdendo com grandes diferenças em muitas partes do Estado onde havia dedica muito tempo e esforço. Seus estrategistas imediatamente começaram a estudar os resultados - e pretendem entrevistar os eleitores - para ver o que causou a derrota de Obama.

Assessores de Obama acreditam que seus esforços foram prejudicados pelas acusações entre ele e Clinton. Eles acreditam que a campanha da senadora o definiu de forma negativa, reforçando questões sobre uma possível fraqueza em sua candidatura.

"Se a senadora Clinton pensa que tem uma chance legítima de conquistar a indicação, ela tem toda razão de ficar", disse Axelrod no avião de campanha. "Mas se a estratégia dela é derrubar o senador Obama, eu acredito que isso vai fazer muitos democratas desconfortáveis".

Por pelo menos dois meses, Obama tem tentado encerrar as primárias. Tentativas de vencer Clinton nas urnas se mostram repetidamente mal sucedidas - especialmente, como ela mesma disse, nos Estados maiores - então seu comitê adotou uma estratégia de duas frontes: tentar ignorar Clinton enquanto buscam sobrepujar a campanha dela através de sua vantagem financeira, com mais propagandas e novas organizações nos nove Estados restantes.

Em Indiana, próximo palco da batalha, Obama está fortalecendo uma já robusta campanha televisiva e enviando um exército de novos funcionários nos próximos dias. Na Carolina do Norte, que também terá primárias no dia 6 de maio, ele tentará aumentar a margem de vitória para manter sua liderança geral no voto popular.

"Nossa atitude é que enquanto a senadora Clinton quiser ficar na corrida e enquanto ela tiver apoio e seu nome estiver na cédula, então não há porque abandonar a campanha", disse Obama em um programa de rádio. "Mas quero garantir que durante essa campanha um olho seja mantido no senador McCain".

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