Obama promete disciplina fiscal diante de déficit recorde

WASHINGTON - O presidente eleito Barack Obama preparou os americanos na terça-feira para a perspectiva de um inédito déficit trilionário nos próximos anos, uma análise assustadora do panorama orçamentário que segundo ele forçará sua gestão a impor uma maior disciplina fiscal ao governo.

The New York Times |

Obama tentou diferenciar a necessidade de se atingir o que será um déficit recorde por muitos anos e de diminuí-lo de forma marcante nos anos posteriores.

Mesmo ao preparar um plano de estímulo que deve somar um total de US$800 bilhões em novos gastos e isenções fiscais nos próximos dois anos, ele disse que irá garantir que o dinheiro seja gasto de forma sábia e prometeu trabalhar em conjunto com o Congresso para implementar controles de gastos e medidas de eficiência para o orçamento federal.

"Nós não seremos capazes de esperar que o povo americano apoie essa medida crítica a menos que tomemos certas precauções para garantir que os investimentos sejam gerenciados sabiamente", disse Obama, falando sobre o difícil panorama fiscal com sua equipe econômica pelo segundo dia consecutivo.

Na linguagem mais explícita adotada sobre o assunto desde sua eleição, Obama buscou reafirmar os legisladores e os mercados financeiros de que está ciente dos perigos a longo prazo de se gerar um enorme déficit orçamentário e que irá adotar medidas para limita-lo ou reduzi-lo quando possível.

Republicanos e alguns democratas fiscalmente conservadores demonstraram preocupação de que a necessidade de um pacote de estímulo econômico substancial possa prejudicar medidas sérias que buscam manter os gastos governamentais a altura de seus seus lucros.

Ainda que os economistas apoiem quase universalmente a geração do déficit para combater a recessão que atinge o país, eles demonstram preocupação diante da perspectiva de se sustentar desequilíbrios fiscais por um período no qual o envelhecimento da população irá criar problemas orçamentários com o aumento do custo dos serviços médicos e de programas de previdência social.

Ainda assim, o déficit agora parece ser tão grande que irá restringir a gestão Obama de qualquer maneira. No mínimo, parece forçá-la a andar entre a manutenção da confiança dos mercados financeiros, que pode aumentar os juros caso duvidem de sua vontade de melhorar as condições fiscais a longo prazo, e a cobrança de vários setores de promessas que fez ao longo da campanha presidencial.

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