Obama prioriza troca de informações online para estabelecer transparência em seu governo

WASHINGTON - Lyle McIntosh fez tudo o que pode como voluntário da campanha campanha de Barack Obama no Iowa. Ele ajudou a coordenar um exército que batia de porta em porta, distribuiu panfletos e realizou encontros para promover o candidato, tudo isso enquanto cuidava de sua fazenda de soja e milho.

The New York Times |

Questionado na semana passada se ele e outros estariam prontos para fazer tudo de novo, desta vez para ajudar o presidente Obama a estabelecer sua agenda na Casa Branca, McIntosh parou.

"É quase como uma temporada de futebol ou basquete - você dá o máximo de si, mas tem que tomar fôlego entre um campeonato e outro", ele disse, mostrando que achou difícil chegar à reta final das eleições.

A incerteza de McIntosh sugere apenas um dos muitos obstáculos que serão enfrentados pela Casa Branca para concluir o que os assistentes dizem ser um de seus principais objetivos: transformar a organização de base que fez uso do YouTube, Facebook e Twitter, além de mensagens de SMS para ajudar Obama a chegar à presidência, em um instrumento de governo. Isso é algo que Obama, que começou sua carreira como organizador comunitário, disse a seus assistentes ser uma prioridade, mesmo antes de ser eleito.

Seus assistentes (incluindo seu gerente de campanha) criaram o grupo Organizing for America (Organizando pela América, em tradução livre) para redirecionar o maquinário de campanha para o serviço de mudanças mais amplas na saúde, meio-ambiente e políticas fiscais. Eles idealizam um exército de voluntários falando, trocando emails e mensagens de textos com amigos e vizinhos enquanto tentam moldar a opinião pública.

A organização será sediada no Comitê Nacional Democrata, ao invés da Casa Branca. Mas a ideia por trás dela (de que as formas tradicionais de se comunicar e motivar eleitores está abrindo espaço para novos canais construídos em torno das redes sociais) também será evidente na estratégia de mídia da Casa Branca. Com George W. Bush antes dele, Obama tenta deixar de lado a mídia tradicional e levar as mensagens diretamente ao público.

O maior exemplo de sua nova estratégia foi seu discurso semanal à nação, que em gestões anteriores era gravado e entregue nas estações de rádio na manhã de sábado. Obama optou por gravar um vídeo, que publicou no site da Casa Branca e no YouTube no sábado. Nele, o presidente explica o que quer atingir com o plano de estímulo econômico de US$ 825 bilhões que espera aprovação do Congresso.

Ainda assim, depois de meses de debates, seus assistentes dizem que toda a nova postura ainda é um  trabalho em andamento. Os assistentes de Obama sabem que têm um muitos recursos, mas questões fundamentais sobre como coordená-los e precisamente o que querem atingir com eles ainda pairam entre a equipe.

Por JIM RUTENBERG e ADAM NAGOURNEY

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