Obama pondera aumento de forças em guerra no Afeganistão

WASHINGTON - Um novo relatório emitido pelo principal comandante no Afeganistão, que detalha a situação cada vez pior no país, confrontou o presidente Barack Obama com a decisão politicamente perigosa de aprofundar o envolvimento dos Estados Unidos na guerra, que já dura oito anos, em meio à diminuição do apoio público em casa.

The New York Times |

A avaliação confidencial submetida na segunda-feira pelo general Stanley A. McChrystal, que assumiu as forças americanas e da Otan no Afeganistão em junho, não solicita tropas americanas adicionais, afirmaram oficiais dos Estados Unidos, mas eles acrescentaram que o documento prepara para que tal pedido seja feito em algumas semanas.

Ainda que detalhes do relatório tenham permanecido secretos, a estratégia revisada articulada por McChrystal em comentários públicos recentes investiria os Estados Unidos mais extensivamente no Afeganistão do que o país esteve desde que suas forças derrubaram o governo do Taleban em 2001. Contendo uma página da estratégia para mudança no Iraque de 2007, ele enfatizou a proteção aos civis ao invés de apenas o combate aos insurgentes.

Para Obama, que já ordenou 21 mil tropas adicionais para o Afeganistão este ano, a perspectiva de um posicionamento estratégico ainda maior testaria seu compromisso com uma guerra que ele não iniciou conforme ela se torna cada vez mais violenta. Ele já enfrenta o crescente descontentamento de sua base liberal, não apenas a respeito da guerra mas também a respeito das políticas de segurança nacional, sistema de saúde, direitos homossexuais e outros assuntos.

A Casa Branca deixou em aberto a possibilidade de que Obama enviará mais tropas ao Afeganistão. "Há amplo acordo que por muitos anos, nosso esforço no Afeganistão foi politicamente, militarmente e economicamente menor do que deveria ter sido", disse Robert Gibbs, assessor de imprensa da Casa Branca, na segunda-feira.

"A situação no Afeganistão é séria, mas o sucesso pode ser conquistado e exige uma estratégia de implementação revisada, compromisso e resolução, além de maiores esforços conjuntos", McChrystal disse em uma declaração depois de enviar seu relatório ao general David H. Petraeus, chefe de todas as forças alocadas no Oriente Médio.

O secretário da Defesa Robert Gates disse na segunda-feira que apesar da "escuridão e destruição" que caracterizaram recentes discussãos, o Afeganistão hoje é um "quadro misto".

Ele disse que consideraria qualquer pedido de tropas adicionais nas próximas semanas, mas afirmou à Bloomberg News que está preocupado com "as implicações que forças adicionais teriam em termos de marcas estrangeiras no Afeganistão, se os afegões verão isto como nós nos tornando mais um ocupante do que um parceiro, e como diferenciar os dois".

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