Obama pode ter semelhanças com Bush em sua guerra contra o terrorismo

WASHINGTON - Mesmo ao evitar questionamentos mais sérios e outros debates sobre a guerra conta o terrorismo de George W. Bush, a gestão Obama silenciosamente dá sinais de contínuo apoio a outros elementos centrais da postura de seu predecessor no combate a Al-Qaeda.

The New York Times |

Em uma audiência de confirmação pouco notada recentemente, indicados de Obama apoiaram a continuação do programa da CIA de transferência de prisioneiros para outros países sem direitos legais, e a detenção indefinida de suspeitos de terrorismo sem julgamento mesmo que eles tenham sido detidos fora de zonas de guerra.

A gestão também abraçou os argumentos da equipe legal de Bush de que uma ação movida por antigos prisioneiros da CIA deveria ser desconsideradas com base na doutrina de "segredos de Estado". Isso também deixou a porta aberta para a retomada de julgamentos por comissões militares.

As mudanças da gestão podem ser menos impactantes do que muitos esperavam ou temiam, gerando preocupações entre grupos de liberdade civil e uma sensação de vingança entre os defensores das políticas da era Bush.

Em uma entrevista, o conselheiro da Casa Branca, Gregory B. Craig, disse que a gestão não está adotando a postura de Bush em relação ao mundo. Mas Craig também disse que o presidente Barack Obama pretende evitar qualquer "decisão precipitada" em relação às políticas de combate ao terrorismo que herdou.

"Estamos seguindo adiante, levando em conta tanto a segurança do povo americano quanto sua necessidade de obedecer a lei", disse Craig. "Esta é a mensagem que queremos passar às pessoas das liberdades civis bem como ao povo de Bush".

Poucos dias depois de sua posse, Obama foi aclamado por grupos de defesa dos direitos civis ao emitir ordens prometendo menos sigilo, restringindo os interrogatórios da  CIA a técnicas contidas no Manual de Campo do Exército, fechando as prisões secretas da agência, ordenando que a prisão de Guantánamo Bay, em Cuba, seja fechada em um ano e acabando com os julgamentos militares.

Mas nas últimas semanas, as coisas se tornaram mais complicadas.

Durante sua audiência de confirmação na semana passada, Elena Kagan, indicada como procuradora-geral, disse que alguém suspeito de ajudar a financiar a Al-Qaeda deveria ser sujeitado às leis do campo de batalha (prisão indefinida sem julgamento) mesmo quando capturado em um lugar como as Filipinas ao invés de uma zona de batalha física.

-  CHARLIE SAVAGE

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