Obama planeja nova estratégia para o Afeganistão

WASHINGTON - O presidente Barack Obama planeja aumentar as forças americanas no Afeganistão e pela primeira vez estabelecer metas para o progresso do combate à Al-Qaeda e ao Taleban no país e no Paquistão, afirmaram fontes oficiais na quinta-feira.

The New York Times |

Ao impor condições aos afegãos e paquistaneses, Obama retoma uma estratégia adotada no Iraque há dois anos para justificar um maior compromisso americano e provocar os governos da região a assumirem maior responsabilidade pelo combate à insurgência e pela criação de instituições políticas duradouras.

A nova estratégia, que Obama anunciará nesta sexta-feira, enviará outros 4 mil soldados para treinar as forças de segurança afegãs além dos 17 mil combatentes que enviou ao Afeganistão pouco depois de sua posse, afirmaram oficiais da gestão. Mas por enquanto, Obama decidiu não enviar mais forças de combate, eles disseram, apesar dos comandantes militares terem requisitado a certa altura o envio de um total de 30 mil homens.

Apesar da gestão ainda estar em fase de desenvolvimento das metas específicas para o Afeganistão e Paquistão, os oficiais disseram que conterão as exigências mais explícitas já apresentadas aos governos em Cabul e Islamabade. Na realidade, Obama insistirá que os dois países atingidos por antigas rivalidades tribais e modernas hostilidades geopolíticas encontrem um jeito de trabalhar em conjunto e transformar suas sociedades.

Autoridades americanas afirmaram repetidas vezes que o Afeganistão tem que progredir no combate à corrupção, controle do tráfico de drogas e divisão de poder entre suas regiões, ao mesmo tempo que insistem que o Paquistão faça mais para acabar com os laços entre seu governo de o Taleban. Obama telefonou ao presidente Hamid Karzai do Afeganistão e ao presidente  Asif Ali Zardari do Paquistão na quinta-feira para compartilhar os principais pontos de sua nova estratégia.

O elemento central do plano de Obama, com sua força de combate mais robusta, é a ênfase no treinamento e seus objetivos a longo prazo, que revelam uma tentativa ambiciosa, arriscada e cara de estabilizar o Afeganistão e o Paquistão.

Obama irá revelar sua estratégia em um momento no qual o conflito na região piora, a vida das pessoas não parece melhorar e a intervenção internacional liderada pelos americanos é cada vez mais ressentida pelos locais.

No total, os 21 mil soldados adicionais que Obama irá autorizar representam quase precisamente o número enviado pelo presidente George W. Bush ao Iraque dois anos atrás, totalizando a presença americana no Afeganistão em cerca de 60 mil. Mas o presidente evita qualificar a nova medida como um "aumento repentino".


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