Obama planeja intensificar ataques a McCain

O senador Barack Obama planeja intensificar os ataques ao senador John McCain por meio de novos comerciais de tevê e declarações do candidato e seus assistentes a partir desta sexta-feira, numa tentativa de lidar com o fortalecimento recente da candidatura republicana, que abalou a confiança democrata.

The New York Times |

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A escolha da governadora Sarah Palin como vice de McCain e a resultante nova energia que isso deu à candidatura republicana entre os eleitores parece ter pego Obama e seus conselheiros de surpresa e aumentado a preocupação entre alguns democratas de que sua campanha não está respondendo aos ataques como deveria.

Alguns democratas diziam que Obama precisava mudar para passar a controlar a campanha e impedir que McCain roube dele a mensagem de que é a melhor opção de mudança para Washington.

Depois de comerciais de tevê republicanos difamatórios, a campanha de Obama planeja ataques mais objetivos aos oponentes para contra-atacar a tentativa de McCain de se mostrar como o candidato da mudança por meio de sua escolha por Palin. O novo tom será revelado num discurso de Obama em New Hampshire e apoiado com propagandas e aparições de seus defensores em todo o país.

Além disso, o tema da nova propaganda será a igualdade salarial para mulheres, uma questão de impacto num momento em que Obama busca conquistar os votos das mulheres e uma associação maior da imagem de McCain com o presidente Bush e os republicanos de Washington.

Ainda assim, os assistentes de Obama se dizem confiantes no curso atual da campanha. Eles afirmaram que, além de realizar algumas poucas mudanças, geralmente em resposta à tentativa de McCain de se apropriar da ideia de mudança de Obama, eles não planejam grandes desvios de sua estratégia ainda que haja necessidade crescente de ataques a McCain conforme se aproximam os debates eleitorais.

Essa resposta é característica de uma campanha que se mostrou disciplinada e calma e surgiu da forma como reagiu há um ano quando foi difamada por aliados que reclamaram da falta de ataques à senadora Hillary Rodham Clinton.

"Nós percebemos a dinâmica fluída da campanha, mas temos um plano e uma estratégia", disse o gerente de campanha de Obama, David Plouffe.

"Nós sabemos disso e tenho certeza que entre agora e o dia 4 de novembro haverá um novo período de exigências e oscilações. Isso faz parte do trabalho".

Por ADAM NAGOURNEY e JEFF ZELENY

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