Obama passa a atacar McCain em comerciais de TV

WASHINGTON - O senador Barack Obama deu início a uma campanha de ataque contínua contra o senador John McCain em Estados que serão vitais nas eleições, retratando o republicano numa série de comerciais de TV como desconectado das dificuldades econômicas enfrentadas pela classe média.

The New York Times |

Obama deu início a essa ofensiva com pouco alarde, geralmente usando modernas técnicas de campanha ao revelar dados à mídia como forma de obter atenção (gratuita). Obama, cuja candidatura foi construída em parte sobre a promessa de transcender a política tradicional, transmite os comerciais em estações de TV locais ainda que use um mais positivo nacionalmente, durante o horário nobre das Olimpíadas.

Os comerciais negativos revelam um tom mais aguçado que Obama adotou nos últimos dias e parecem lidar com os questionamentos de alguns democratas de que ele não respondeu aos ataques de McCain com a força necessária.

"Se é possível se tornar negativo silenciosamente é isso que ele fez. Eu acho que a percepção geral é que ele ainda mantém uma campanha positiva", disse Evan Tracey, presidente do Grupo de Análise de Campanhas na Mídia, que monitora as propagandas eleitorais. "Essa estratégia é inteligente, sútil e se assemelha com a técnica do bom policial/mau policial".

Na Filadélfia, East Lansing, Green Bay e pelo menos outras cinco grandes cidades, Obama veicula um comercial que compara uma declaração de McCain que diz "Nós vivemos um período muito bom, próspero e com baixo desemprego", com as declarações de eleitores comuns dizendo "Os preços da gasolina e do leite aumentaram".

A declaração de McCain foi dada num debate em janeiro, antes que a economia piorasse e não inclui seu reconhecimento de um "período difícil". Desde então, McCain realizou um comercial em que chega a dizer "Estamos pior do que há quatro anos".

Em Des Moines, Tampa, Paducah e em pelo menos outras 10 cidades, Obama veicula um comercial de um livro de mentira intitulado "Economia" que seria de autoria de John McCain com o slogan: "Apóie Bush 95% do tempo; continue a gastar US$10 bilhões ao mês na guerra do Iraque".

Tucker Bounds, porta-voz de McCain, disse: "Com uma postura que não coincide com a realidade, Barack Obama se reduziu a uma estratégia agressiva e esqueceu do seu 'novo tipo de política' em nome de uma campanha negativa".

Por JIM RUTENBERG

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