Obama limita contribuições a sua festa de posse

O presidente eleito Barack Obama planeja proibir que grupos de interesse contribuam para as festividades de sua posse e quer limitar a quantidade que aceitará por pessoa em US$50 mil, as restrições mais rígidas da história americana.

The New York Times |

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O recém-formado comitê de posse de Obama afirmou na terça-feira que não aceitará dinheiro de corporações, grupos de ação política, pessoas registradas com o governo federal como lobistas, qualquer um que não seja cidadão americano ou agentes estrangeiros.

Especialistas em finanças de campanha disseram que, pelo que sabem, os limites são os mais rígidos já aplicados a uma posse, tanto em relação à quantidade de dólares quanto às pessoas que poderão doar. As doações para posses anteriores tiveram limites de valores, mas muito maiores (US$250 mil no caso de George W. Bush, que também permitiu que corporações oferecessem valores acima disso).

As restrições estão de acordo com a promessa de Obama de impedir a influência do dinheiro em seu governo e são um sinal de sua intenção de encorajar maior participação pública na posse do que no passado.

Obama e a família comemoraram a vitória em Chicago

Obama e a família na festa da vitória em Chicago / Arquivo

A posse, que acontecerá no dia 20 de janeiro, deve atrair mais pessoas do que qualquer outra na história. A maior posse até então é possivelmente a do presidente Lyndon B. Johnson em 1965, quando cerca de 1,2 milhões de pessoas participaram.

O comitê de Obama não colocou preço sobre a inauguração e ainda luta para acertar diversos detalhes da festa, inclusive a questão de como equiparar a festa com a situação econômica do país e as dificuldades que serão enfrentadas por seu governo.

Apesar do custo ainda não estar claro, Linda Douglass, porta-voz do comitê, disse que Obama espera ter gastos que outros presidentes não tiveram ao disponibilizar inúmeros eventos ao público.

"Nós iremos explorar todas as formas criativas que pudermos para abrir isso ao público, do juramento à festa", disse Douglass, acrescentando que a celebração terá atividades em outros locais do país também.

"Esta posse é mais do que apenas uma celebração de uma eleição", ela disse. "Ela será um evento que poderá ser usado para inspirar e unir o público. É isso que queremos".

Por KATHARINE Q. SEELYE

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