Obama irá revisar estratégias anti-terrorismo de Bush

WASHINGTON - O presidente eleito Barack Obama se prepara para modificar a forma como o presidente George W. Bush coordenou a segurança doméstica na Casa Branca e para indicar um ex-oficial da CIA para coordenar as medidas anti-terrorismo, relataram pessoas envolvidas na questão na quarta-feira.

The New York Times |

O plano discutido eliminaria o cargo de conselheiro de segurança interna independente e concederia suas responsabilidades ao Conselho de Segurança Nacional para resumir funções muitas vezes sobrepostas. O vice-consultor de segurança nacional seria encarregado de fiscalizar a proteção contra o terrorismo e a resposta a desastres nacionais. Democratas próximos à equipe de transição dizem que a escolha de Obama para o cargo será John O. Brennan, veterano de longa data da CIA que esteve à frente para liderar a agência de espionagem antes de se retirar da disputa pelo cargo em novembro em meio a críticas sobre suas opiniões a respeito das políticas de detenção e interrogatórios. Sua indicação não exigiria confirmação do Senado.

Obama não tomou decisões finais sobre como estruturar a segurança nacional na sua Casa Branca e seus consultores planejam esperar até sua posse para realizar uma revisão formal dos procedimentos. Muitos deles defenderam publicamente a entrega da tarefa ao Conselho de Segurança Nacional, o que, segundo os envolvidos, gera dúvidas apenas sobre como fazer isso e como explicar a medida sem que pareça que a segurança deixou de ser uma prioridade.

Bush indicou um conselheiro de segurança interna pela primeira vez depois dos ataques do 11 de setembro e o Congresso depois institucionalizou o Conselho de Segurança Interna dentro da Casa Branca. O cargo de conselheiro está no mesmo patamar dos assistentes do presidente, o que seria equivalente ao conselheiro de segurança nacional, e reporta direto ao Salão Oval.

"Está claro que tomaram esta decisão", disse Frances Fragos Townsend, que foi conselheira de segurança interna na gestão Bush e falou com a equipe de Obama sobre o assunto. "Agora a questão é quando e como irão revelar isso".

Assessores de Bush, incluindo o conselheiro de segurança nacional, Stephen J. Hadley, pediram aos assessores de Obama que não acabem com o órgão de segurança interna individualizado, alertando que isso sobrecarregaria o Conselho de Segurança Nacional e arriscaria a perda de informações vitais.

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