Obama enfrentará desafios durante visita ao exterior

WASHINGTON - O presidente Barack Obama enfrenta desafios ao poder americano de inúmeros frontes conforme se prepara para sua primeira viagem para a Europa desde que assumiu o cargo, com os problemas econômicos da nação encorajando tanto aliados quanto adversários.

The New York Times |

Apesar de sua grande popularidade em todo o mundo, Obama irá enfrentar ressentimento a respeito do capitalismo americano e resistência às suas medida econômicas quando chegar a Londres na terça-feira para a Cúpula do G20 entre nações industrializadas e emergentes, além da União Europeia. Ele não tentará sobrepujar a indisposição da Otan em posicionar mais tropas no Afeganistão quando se encontrar com a aliança militar mais tarde na semana.

Parece improvável que o presidente retorne aos Estados Unidos com muito mais a mostrar do que suas tentativas de abrir diálogo com os líderes iranianos, que até então responderam com duras palavras, mas não o suficiente para persuadir a Rússia a apoiar os Estados Unidos nas sanções contra Teerã. Ele também será testado nos encontros face a face com líderes da China e Rússia, que questionam até onde o poder americano em mediar conflitos internacionais pode estar enfraquecendo.

Obama não deve pressionar por compromissos específicos de outros países a respeito de gastos com estímulos para impulsionar suas economias, a Casa Branca reconheceu no sábado, apesar de oficiais da gestão terem interesse em ver países europeus, principalmente, aumentarem seus gastos para gerar uma recuperação econômica global.

"Ninguém pedirá a nenhum país presente em Londres que se comprometa com mais agora", disse Michael Froman, vice-conselheiro nacional de segurança para assuntos econômicos. Ao invés disso, líderes mundiais durante o encontro tentarão "fazer o necessário para restaurar o crescimento global", disse Froman.

Ainda assim, mesmo que sua presença gere oposição às políticas americanas, Obama será bem recebido por muitos europeus como a personificação dos ideais dos Estados Unidos.

"O resto do mundo espera por ele",  disse Kenneth Rogoff, economista de Harvard. "Por um lado, eles o criticarão, e criticarão o modelo americano. Mas todos querem ver que ele tem um milagre nas mangas".

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