Obama e McCain pressionam por aprovação do plano de resgate

KANSAS CITY - Ambos os candidatos à presidência dos Estados Unidos intensificaram seus esforços na terça-feira para ajudar a pressionar pela aprovação do plano de resgate financeiro pelo Congresso, negociando com legisladores céticos e alertando publicamente sobre o perigo de que a falta de ação leve a uma crise econômica que prejudicaria a todos.

The New York Times |

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Os senadores Barack Obama e John McCain começaram o dia sugerindo uma mudança no plano de resgate para elevar o limite de seguro federal sobre depósitos bancários de US$ 100 mil para US$ 250 mil, uma medida originalmente sugerida pelos republicanos da Casa, cuja oposição afundou o projeto na segunda-feira. Ambos os homens usaram suas paradas durante a campanha para pressionar por uma ação no Congresso.

Ambos se viram defendendo a aprovação de uma lei impopular a menos de dois meses das eleições e tentando fazer isso sem complicar ainda mais as delicadas negociações em andamento em Washington.

No palco, eles tentaram encontrar um equilíbrio entre o bipartidarismo necessário para o plano de resgate e a troca de farpas da disputa eleitoral.

Por trás dos panos, ambos os candidatos entraram em contato com membros do Congresso para pressioná-los a aprovar a lei. Na manhã de terça-feira, ambos também falaram com o homem que esperam substituir, o presidente Bush. Além disso, tanto Obama quanto McCain disseram que irão retornar a Washington nesta quarta-feira para votar pelo plano de resgate .

Obama, que foi criticado pelos republicanos na segunda-feira por não realizar um lobby agressivo com os membros da Casa para que a lei fosse aprovada, entrou em contato com democratas da Casa, afirmaram seus assistentes.

McCain, cuja decisão de se colocar no meio das negociações na semana passada foi culpada pelos democratas por levar a disputa presidencial a um problema já delicado, ligou para membros do Congresso durante as paradas de sua campanha, afirmaram seus assistentes, mas fez isso de forma a enfatizar como poderia ser útil.

Publicamente, as estratégias de comunicação de ambos os candidatos foram muito parecidas na terça-feira. Durante a campanha e em entrevistas na televisão ambos os homens pediram que as políticas partidárias fossem deixadas de lado para que o plano de resgate pudesse ser aprovado, alertando que o colapso do setor financeiro teria efeitos devastadores na vida dos americanos.

Por MICHAEL COOPER e JEFF ZELENY

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