Obama e McCain mostram visões diferentes para o Iraque

WASHINGTON - Uma das questões mais urgentes que o senador Barack Obama ou o senador John McCain terão que enfrentar caso sejam eleitos à presidência é como melhorar a segurança no Iraque no momento em que o número de soldados alocados no país diminuir.

The New York Times |

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A questão foi pouco discutida no debate sobre política externa do mês  passado. Mas em entrevistas recente ao The New York Times os  candidatos deixaram claro que irão enfrentar a situação de formas diferentes.

Em entrevistas, Obama e McCain ofereceram visões opostas sobre como  diminuir a presença militar americana no Iraque, a melhor forma de  encorajar o progresso político local e o que isso significaria depois  de mais de cinco anos de guerra.

Eles também deram dicas de quanta flexibilidade o próximo comandante  da nação dará a seus generais, incluindo o general David H. Petraeus,  o antigo general americano no Iraque que foi indicado ao Comando  Central, que coordena as ações no Oriente Médio e Afeganistão.

Obama, que afirmou que Petraeus quer "flexibilidade máxima" na  determinação de uma agenda de retirada, afirmou que "reagiu a isso" quando o conheceu em julho ao argumentar a favor da relocação de  tropas para o Afeganistão, que o candidato democrata vê como o  principal campo de batalha contra os terroristas.

McCain, que afirmou que um resultado favorável no Iraque é vital para  a estratégia americana no Oriente Médio e sua luta contra o  terrorismo, repetidas vezes invocou a estratégia contra a insurgência  de Petraeus e mostrou que estaria inclinado a lhe conceder  considerável liberdade em estabelecer o nível de forças usado no  Iraque.

No centro da disputa está a agenda de retirada de brigadas de  combatentes proposta por Obama para 16 meses, uma agenda quase duas vezes mais rápida do que aquela oferecida nas negociações de um acordo entre americanos e iraquianos. Como McCain tentaria promover o progresso político e uma melhor governância no Iraque quando insiste que as circunstâncias no local, não no calendário, deveriam determinar o ritmo das reduções?

"O perigo da rígida agenda de retirada de Obama é que pode não  permitir aos comandantes americanos tempo para reagir a eventos que  aconteçam em campo", disse Toby Dodge, especialista no Iraque da  Universidade de Londres e ex-conselheiro de Petraeus. "As políticas de  McCain não têm os detalhes necessários para confrontar os desafios da  política no Iraque. Regras desenvolvidas para agradar os fiéis do  partido não estão passando pelo escrutínio eleitoral necessário e não  estão a altura da complexa realidade política e militar do Iraque".

Por MICHAEL R. GORDON

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