Obama e apoiadores tentam consertar estragos sobre nomeação de Paletta

WASHINGTON ¿ O presidente eleito Barack Obama e seus principais auxiliares chamaram legisladores, mobilizaram substitutos e apresentaram discursos públicos nesta terça-feira, 6, para tentar acalmar a divisão de opiniões quanto à nomeação de Leon E. Panetta, ex-chefe de gabinete da Casa Branca, para comandar a Agência de Inteligência Central (CIA na sigla em inglês).

The New York Times |

Obama e seus oficiais tentaram reparar os problemas causados nesta segunda-feira, 5, quando a notícia da escolha por Paletta foi divulgada antes de ser compartilhada com outros senadores seniores e alguns democratas reagiram com surpresa e ceticismo devido à falta de experiência de Panetta no campo da inteligência.

Falando pela primeira vez em público sobre sua escolha, Obama disse, nesta terça, que Panetta e outros membros da nova administração estariam comprometidos a acabar com algumas práticas do passado que prejudicaram a imagem das agências de inteligência americanas.

Mas oficiais da equipe de transição disseram que Obama também pretendia manter o segundo oficial mais importante da CIA, Stephen R. Kappes, renomado ex-oficial da Marinha e veterano da agência. Os oficiais falaram sob a condição de se manterem anônimos sobre as mudanças de pessoal, um plano que poderia ajudar a acabar com as críticas dentro da CIA sobre a pequena bagagem de Panetta quanto ao assunto inteligência.

A falta de experiência do escolhido atraiu as críticas mais ferrenhas da senadora Dianne Feinstein, chefe do Comitê do Senado da Inteligência, nesta segunda-feira, cuja carreira na política da Califórnia deixou-a próxima do caminho de Panetta por anos. Após ouvir diretamente de Obama e do vice-presidente eleito Joseph R. Biden Jr., nesta terça, pareceu que Feinstein suavizou sua oposição, mas não deixou sinais de que votaria ou não para a nomeação de Panetta.

Auxiliares de Obama admitiram que erraram no processo e que foi um tropeço significante na, anteriormente, suave transição de Obama. Biden disse que foi um erro não informar Feinstein e os outros sobre a decisão.

Ainda assim, na terça, Obama defendeu vigorosamente sua seleção dizendo que Panetta é totalmente competente em assuntos internacionais, crises de administração e teve a função de avaliar a inteligência consistentemente em uma base diária durante seus dois anos e meio como chefe de gabinete do presidente Clinton.

Por MARK MAZZETTI

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