Obama deve aumentar impostos para pagar por reforma no sistema de saúde

WASHINGTON - O presidente Barack Obama irá propor o aumento dos impostos dos afluentes para ajudar a pagar por sua promessa de tornar o sistema de saúde mais barato e acessível, pedindo maiores limites às deduções realizadas pelas casas mais ricas, afirmaram oficiais da gestão na quarta-feira.

The New York Times |

A proposta fiscal, depois de anos nos quais a riqueza se tornou mais concentrada no topo da escala de renda, representa uma nova medida política volátil no debate congressista sobre as prioridades domésticas de Obama.

O presidente também irá propor, no plano de orçamento de 10 anos que irá apresentar nesta quinta-feira, o uso dos lucros de sua política ambiental (um plano sobre o qual as empresas precisam comprar permissões para poluir mais do que o limite estabelecido) para pagar pela extensão de dois anos de um crédito fiscal que beneficiaria pessoas de baixa e média renda.

O efeito combinado das duas propostas, além do plano existente de reverter as reduções fiscais da era Bush a casas com renda maior do que US$250,000 ao ano, seria uma medida pronunciada para a redistribuição das riquezas através da reimposição de uma grande parcela dos fardos tributários sobre as corporações e contribuintes mais afluentes.

Oficiais da gestão disseram que Obama deve propor a redução das deduções para todos na maior faixa de maior renda, que representa 35% do total de contribuintes, e muitos daqueles na faixa de renda inferior de 33% (ou simplesmente casais que têm renda anual começando em US$250,000).

De acordo com a lei atual, o benefício das deduções aumenta de acordo com a renda do contribuinte. Por exemplo, US$10,000 em deduções por itens reduzem a contribuição em US$3,500 para pessoas na faixa dos 35%.

Obama permitiria apenas a economia de US$2,800 (como se a pessoa estivesse na faixa de 28%). A Casa Branca disse que é injusto que pessoas de renda maior tenham mais descontos do que pessoas da classe média solicitando as mesmas condições.

Os oficiais disseram que o lucro resultante do aumento, estimado em US$318 bilhões em 10 anos, será responsável por metade dos US$634 bilhões do "fundo de reserva" que Obama irá destinar em seu orçamento para as mudanças no sistema de saúde. A outra metade deve vir de reduções nos gastos com o Medicare, Medicaid e outros programas de saúde.

Por JACKIE CALMES e ROBERT PEAR

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