Obama deve atingir um marco nas primárias desta terça

O senador Barack Obama deve atingir um marco na campanha presidencial nesta terça-feira ao conquistar a maioria dos delegados, mas segundo ele não se pode declarar uma vitória sobre a senadora Hillary Rodham Clinton ou sugerir que as primárias democratas devam terminar antes das três últimas votações no dia 3 de junho.

New York Times |

Para Obama, a situação é delicada. Ainda que ansioso para dar continuidade ao processo eleitoral e enfrentar o senador John McCain do Arizona, o provável indicado republicano, Obama também tenta finalizar essa competição de uma forma que não afaste os partidários de Clinton e unifique o partido.

De sua parte, Clinton contra-argumenta que ela vencerá no voto popular se contabilizarem Flórida e Michigan e que os líderes do partido deveriam considerar isso antes de decidir qual candidato apoiar.

Os resultados das primárias do Kentucky e Oregon dessa terça-feira irão certamente permitir que Obama atinja um ponto que há muito sua campanha busca estabelecer como a medida da vontade do partido: conquistar a maioria dos delegados nas primárias e comitês. Ele também continua a conquistar cada vez mais apoio dos líderes do partido conhecidos como superdelegados, que ainda precisa para garantir sua indicação. Outros cinco declararam apoiá-lo na segunda-feira.

Obama não quer que pensem que ele está expulsando Clinton da disputa, preferindo tratá-la com graciosidade como uma batalhadora democrata, ao invés de um empecilho.

Para complicar a questão para Obama, está a noção da candidata sobre qual dos dois lidera a disputa.

A estratégia de Clinton está centralizada na afirmação que ela lidera nos votos populares, assumindo que os resultados das primárias não oficiais na Flórida e Michigan sejam contabilizados.

Pode ser o último recurso de seu arsenal e, ainda que funcione com sua imagem de populista, se baseia em uma premissa duvidosa. A maioria dos líderes democratas acredita que os dois Estados não devem ser contabilizados porque suas primárias não seguiram as regras. Tanto Obama quanto Clinton concordaram em não fazer campanha nas regiões, e Obama chegou a tirar seu nome da cédula.

- JEFF ZELENY and PATRICK HEALY

Leia mais sobre: eleições nos EUA

    Leia tudo sobre: eleições nos eua

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG