Obama demonstra abertura para limitar processos por negligência médica

WASHINGTON - A Associação Médica Americana há muito confronta os democratas que se opõem à proteger os médicos contra processos por negligência. Mas durante um encontro particular na Casa Branca na semana passada, segundo oficiais da associação, eles descobriram um democrata disposto a ouvir suas ideias: o presidente Barack Obama.

The New York Times |

Em negociações a portas fechadas, Obama tem argumentado sobre como um limite aos processos por negligência (objetivo de muitos médicos e republicanos) pode baixar o preço das assistências médicas e deve ser considerado como parte de qualquer reforma do sistema de saúde, de acordo com legisladores de ambos os lados, bem como oficiais da AMA.

Esta posição pode prejudicar Obama com a ala esquerda de seu partido e com advogados em atividade que são grandes doadores das campanhas democratas. Mas um democrata próximo ao presidente disse que Obama, que quer que a lei da saúde tenha amplo apoio, vê a questão da responsabilidade médica como a "construção de credibilidade" - na verdade, uma barganha que pode manter os médicos e, mais importante, os republicanos na mesa de negociações.

Nesta segunda-feira, Obama irá ao encontro anual da AMA para enfrentar um grupo que já se opõe ao principal componente de sua ampla proposta de reforma do sistema de saúde - seu pedido de um novo programa de assistência médica pública que concorra com as particulares. A Casa Branca diz que ele irá defender que "a reforma é a coisa mais importante que podemos fazer pela saúde fiscal da América a longo prazo" e quão importante será para isso que tenham a cooperação dos médicos.

Mas ainda não se sabe se conseguirá seu apoio. O discurso acontecerá em um momento no qual as ideias para reforma da saúde do presidente sofrem grandes críticas (não apenas da AMA e dos republicanos, que também se opõem veementemente ao novo plano público, mas do setor hospitalar, que está revoltado com a proposta que Obama anunciou no sábado de pagar por seu sistema de saúde em parte cortando certos reembolsos concedidos aos hospitais).

A negligência médica é um importante componente deste debate, mas isso também é controverso. Oficiais da Casa Branca disseram que Obama deve lidar com a questão em seu discurso à associação médica, mas não oferecerá nenhuma proposta específica.

Obama não apoiou a limitação de ações judiciais contra negligência, como seu antecessor, o presidente George W. Bush. Mas como senador, ele passou uma lei que buscava reduzir este tipo de processo. Além disso, o Dr. J. James Rohack, próximo presidente da AMA, disse que Obama lhe falou em um encontro no mês passado que está aberto a ideias de oferecer alguma proteção contra ações aos médicos que sigam regras padronizadas para a prática da profissão.

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