Obama atenua objeções à política de distribuição de contraceptivos

Sob críticas de religiosos, governo promete encontrar maneiras de fazer com que a exigência aos planos de saúde seja mais flexível

The New York Times |

Na terça-feira a Casa Branca tentou aliviar as objeções contra uma nova regra administrativa que exige que os planos de saúde - incluindo aqueles oferecidos pelas universidades católicas e instituições de caridade - ofereçam controle de natalidade gratuitamente para as mulheres.

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Obama deixa debate sobre economia em Arlington, na Virgínia (03/02)

Conforme os candidatos presidenciais republicanos e líderes conservadores buscavam usar a regra para mostrar insensibilidade por parte do presidente Barack Obama em relação as crenças religiosas, os assessores de Obama prometeram a explorar maneiras de torná-la mais palatável as instituições religiosas, talvez permitindo que alguns empregadores inscrevam suas funcionárias em programas secundários que não sejam diretamente pagos pelas instituições.

Oficiais da Casa Branca insistiram que o presidente não recuaria de sua posição tomada no mês passado de que os funcionários de instituições afiliadas a organizações religiosas recebam acesso a procedimentos de contracepção.

Embora bispos católicos e instituições católicas tenham se posicionado contra a nova regra, pesquisas recentes, que Obama e oficiais da Casa Branca apresentaram na terça-feira, mostram que a maioria dos católicos favorece a nova regra de anticoncepcionais, que foi aprovada pelo presidente em janeiro após muito debate.

Mesmo assim, os assessores de Obama temem que o governo possa ser retratado como hostil a grupos religiosos em um ano eleitoral.

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"Nós certamente não queremos limitar a liberdade religiosa de ninguém, por isso estamos procurando uma maneira de avançar com essa questão que ao mesmo tempo ofereça o cuidado preventivo de que as mulheres precisam e respeite as prerrogativas das instituições religiosas", disse David Axelrod, conselheiro sênior da campanha de Obama à reeleição .

Mas os republicanos já usaram a polêmica. O senador líder republicano Mitch McConnell, do Kentucky, chamou a regra de "abominável para os princípios fundamentais" do país.

"Ninguém nos Estados Unidos da América deve ser obrigado por sempre seu governo a escolher entre violar as suas crenças religiosas e ser penalizado por se recusar a fazê-lo", disse.

Apoiadores de Obama disseram que a opinião da oposição conservadora não reflete a visão da maioria dos americanos. "Eu perdia a conta de quantas vezes falamos sobre isso," explicou um oficial do governo, falando sob condição de anonimato.

No final, foi o próprio Obama quem tomou a decisão, dizem seus assessores, calculando que no final do dia, a questão do acesso a saúde pública supera as preocupações das instituições religiosas.

Por Helene Cooper e Katharine Q. Seelye

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