Obama altera percepção sobre raça, diz pesquisa

A presidência de Barack Obama parece estar alterando a percepção pública sobre a relação entre raças nos Estados Unidos. Cerca de dois terços dos americanos agora acreditam que as relações entre raças são boas e a percentagem de negros que diz isso duplicou desde julho do ano passado, de acordo com uma pesquisa New York Times/CBS News.

The New York Times |

Apesar disso, metade dos negros ainda acredita que os brancos têm mais chances de melhorar sua posição na sociedade americana, descobriu a pesquisa. Os negros americanos continuam a ser os principais defensores do presidente: 70% disseram que o país está no caminho certo, em comparação a 34% dos brancos.

A pesquisa descobriu amplo apoio à postura de Obama em diversas questões, inclusive uma das mais disputadas atualmente: se o Congresso deve investigar as táticas de interrogatório brutais autorizadas por seu predecessor, George W. Bush. Cerca de 62% dos americanos compartilham a opinião de Obama de que uma investigação não é necessária.

Conforme Obama se aproxima de seu 100º dia como presidente, os americanos parecem nutrir grandes esperanças por ele: 72% disseram estar otimistas a respeito dos próximos quatro anos. Os americanos esperam que o presidente consiga progredir em reformar a saúde, energia e políticas imigratórias, questões centrais de sua ambiciosa agenda doméstica.

Mas o otimismo é temperado por um sentimento de resignação a respeito do maior desafio do presidente: a recuperação da economia e o fim do envolvimento militar americano no Iraque. A maioria dos americanos diz que Obama começou a fazer progresso em ambos os frontes, mas muitos não esperam que a recessão ou a guerra sejam concluídos até o final de seu mandato.

Não é incomum para novos presidentes receber grande apoio popular a esta altura de seus mandatos. Mas o índice de aprovação de Obama de 68% é maior do que o de qualquer outro presidente nos 100 primeiros dias. O ex-presidente George W. Bush tinha 56% de aprovação a esta altura.

A pesquisa nacional foi conduzida ao telefone entre quarta e domingo com 973 adultos. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

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