Obama abandona exemplo de Bush ao comandar forças militares americanas

WASHINGTON - O presidente Barack Obama raramente usa a frase guerra contra o terror. Como presidentes antes dele, Obama tem uma reunião ultra sigilosa diára, mas ela não é necessariamente a primeira de sua agenda. Além disso, quando enviou 17 mil soldados ao Afeganistão, ele anunciou o fato em uma declaração por escrito, não em um discurso nacional.

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Obama quer uma

Obama quer uma "estratégia de saída" para o Afeganistão

Conforme segue para sua próxima grande decisão como comandante da nação (uma nova estratégia para o Afeganistão, que será anunciada no começo da semana) Obama, por necessidade e temperamento, se posiciona no papel de maneira diferente do presidente George W. Bush.

Bush forjou sua identidade como comandante da nação após os ataques de 11 de setembro de 2001. Obama não enfrenta apenas duas guerras, mas uma economia em dificuldades. Mesmo assim, enquanto Bush se autointitulava o "presidente das guerras", este conceito parece não fazer parte do vocabulário de Obama.

A mudança é evidente em suas agendas. A primeira pessoa que Bush via no Salão Oval todas as manhãs era seu conselheiro de segurança, Stephen J. Hadley, para discutir, entre outras coisas, o que havia acontecido no Iraque e Afeganistão. A reunião sigilosa de inteligência, ou o "briefing diário do presidente", acontecia sagradamente às 8h.

Por outro lado, Obama adicionou uma reunião sobre a economia e o horário de seu encontro de inteligência no Salão Oval varia. Ocasionalmente, a reunião sobre economia acontece antes. Ele também abandonou a prática de Bush de realizar videoconferências semanais com os comandantes de campo no Iraque (um sinal de que a situação no local melhorou).

A tomada de decisão de Obama também é diferente. Ele "é mais analítico e garante que ouviu todos a opinião de todos na sala a respeito de uma questão", disse o secretário de Defesa Robert M. Gates, que trabalhou com ambos os presidentes.

Gates acrescentou que Bush "estava mais interessado em ouvir pontos de vista diferentes mas não saía do seu caminho para garantir que todos falassem".

O peso da liderança militar não sumiu. Em uma entrevista transmitida no domingo ao programa "60 Minutos" da rede CBS, Obama disse que enviar mais soldados ao Afeganistão foi a decisão mais difícil de sua presidência até então. E ele seguiu alguns padrões estabelecidos por Bush. Como Bush, Obama envia cartas às famílias dos soldados mortos em combate e as assina simplesmente como "Barack".

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