Obama pressiona por mudança no Egito, mas não por um novo líder
Com receio de sucessor de Mubarak, EUA ficam em alerta com aliado que tem maior pilar da política externa americana na região
The New York Times | 31/01/2011 13:57
A decisão do presidente Barack Obama de, pelo menos por agora, não pedir a renúncia de Hosni Mubarak, foi impulsionada pela preocupação do governo americano de que com isso poderia perder toda a influência sobre o presidente do Egito, além do temor de um vácuo de poder no país, segundo oficiais do governo envolvidos no debate.
Ao relatar as deliberações de sábado, eles disseram que Obama quer conscientemente evitar qualquer percepção de que os Estados Unidos mais uma vez armaram em silêncio a expulsão de um grande líder do Oriente Médio.
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Negociações com a oposição não esvaziaram praça Tahrir, epicentro das manifestações opositoras no Egito (6/2/2011)
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Manifestantes rezam próximo a tanque do Exército na praça Tahrir, no Cairo (6/2/2011)
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Manifestante dorme no lado em tanque do Exército, no Cairo (6/2/2011)
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Protestos contra o governo egípcio na cidade de Mansura, a 120 kms do Cairo, no Delta do Nilo (6/2/2011)
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Jovens egípcios comem pão, enquanto protestam com cara pintada com as cores da bandeira egípcia (6/2/2011)
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Família de opositores de Mubarak se junta a manifestantes na praça Tahrir (6/2/2011)
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Manifestantes contrários ao governo de Mubarak protestam no centro do Cairo (6/2/2011)
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Manifestantes são vistos próximos a tanques do Exército no centro do Cairo (29/01)
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Manifestante mostra foto do presidente Hosni Mubarak durante protesto no Cairo (29/01)
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Foto riscada do presidente Hosni Mubarak é vista durante protesto no Cairo (29/01)
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Homem ferido posa para foto ao lado de outros manifestantes na praça de Tahrir, no Cairo (29/01)
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Egípcios observam fumaça saindo de prédio no Cairo (29/01)
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Pedestre é visto ao lado de tanque incendiado no Cairo (29/01)
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Manifestantes não se intimidam com tanques do governo (29/01)
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Manifestantes e curiosos sobem em monumento em Alexandria para observar protestos (29/01)
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Homens da Guarda Nacional ao lado de carro incendiado em protesto (29/01)
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Manifestantes egípcios que reivindicam a saída do presidente Hosni Mubarak entram em choque com polícia antidistúrbio no centro do Cairo, Egito (28/01)
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Polícia antidistúrbio enfrenta manifestantes na ponte de Kasr Al Nile, centro do Cairo, Egito (28/01)
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Polícia tenta conter protestos na ponte Kasr Al Nile, no centro do Cairo (28/01)
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Egípcios rezam em frente à mesquita no Cairo (28/01)
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Manifestante gesticula em frente à mesquita no bairro de Giza, no Cairo (28/01)
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Manifestante reage ao ver que parente foi ferido em protesto na cidade de Suez (28/01)
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Líder opositor Mohamed ElBaradei participa de manifestação no Cairo (28/01)
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Garoto coloca pneu em barricada em chamas em Xeque Zuweid, perto de El-Arish (27/01)
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Manifestante lança pedra durante protesto contra o governo em Suez (27/01)
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No Cairo, manifestantes pedem reformas e saída do presidente Hosni Mubarak (26/01)
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Manifestantes rezam durante protesto no centro de Cairo (25/01)
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Manifestante foge de policiais durante protesto no Cairo (25/01)
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Manifestantes se reúnem no Cairo para protestar contra presidente Hosni Mubarak (25/01)
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Soldado egípcio é carregado por manifestantes no Cairo (30/01)
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Homem tira foto do shopping Arcadia, no Cairo, que foi saqueado e incendiado (30/01)
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Manifestantes protestam no Cairo, Egito (31/01/2011)
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Homem carrega foto do presidente egípcio, Hosni Mubarak, pintada com bigode de Adolf Hitler durante protesto no Cairo, Egito (31/01)
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No Cairo, egípcios se vestem de branco para mostrar que estão prontos para ‘morrer pela causa’ (31/01)
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Em meio à confusão gerada pelos protestos, soldados controlam trânsito com tanque militar (31/01)
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Soldados patrulham área próxima a pirâmides de Giza, no Egito (31/01)
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Egípcio contrário ao governo reza na Praça Tahrir, no Cairo (31/01)
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Manifestantes deitam no chão em demonstração de resistência contra o governo egípcio (31/01)
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Egípcio contrário ao governo reza na Praça Tahrir, no Cairo (31/01)
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Egípcia participa de protestos contra o presidente Hosni Mubarak (31/01)
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Turistas japoneses dormem em aeroporto no Cairo (30/01)
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Passageiros lotam aeroporto internacional do Cairo para conseguir deixar o Egito (31/1/2011)
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Jovem com bandeiras do Egito no alto de um poste de luz, na Praça Tahrir, no Cairo (1/2/2011)
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Egípcio balança bandeira nacional durante protesto no Cairo (1/2/2011)
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Manifestantes rezam durante manifestação contra o governo no Cairo, capital do Egito (1/2/2011)
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Grande parte do comércio do Cairo fechou as portas em meio a protestos (31/1/2011)
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Estrangeiros se aglomeram em aeroporto no Cairo para tentar deixar o Egito (1/2/2011)
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Casal pede a saída de Hosni Mubarak em protesto no Cairo (1/2/2011)
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Uma efígie do presidente egípcio, Hosni Mubarak, é vista sobre os manifestantes na Praça Tahrir (ou Libertação) no Cairo (1/2/2011)
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Tanques estão na praça Tahrir, mas Exército prometeu respeitar (1/2/2011)
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Soldados do Exército falam com manifestantes no Cairo (1/2/2011)
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Multidão protesta contra Mubarak no centro do Cairo (1/2/2011)
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Menina carrega bandeira do Egito durante protesto na praça Tahrir (1/2/2011)
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Manifestante segura cartaz onde se lê 'fora' sobre imagem do presidente Hosni Mubarak, no Cairo
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Protestos contrários ao governo na Praça Tahrir, no Cairo (1/2/2011)
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Manifestantes pedem volta dos serviços de internet no país (1/2/2011)
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Manifestantes antigoverno são atingidos por coquetel molotov lançado por partidários do presidente Hosni Mubarak perto da praça Tahrir (2/2/2011)
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Manifestantes contrários ao governo enfrentam partidários de Mubarak (2/2/2011)
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Partidário do presidente Hosni Mubarak joga coquetel molotov contra manifestantes contrários ao governo (2/2/2011)
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Partidários de Hosni Mubarak tentam se proteger de manifestantes contrários ao governo (2/2/2011)
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Protestos antigoverno um dia depois de Mubarak dizer que não concorrerá à reeleição (2/2/2011)
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Manifestantes pró e contra Mubarak entram em choque no centro do Cairo (2/2/2011)
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Manifestantes contrários ao governo pegam pedras do pavimento da Praça Tahrir para usá-las nos confrontos no Cairo (2/2/2011)
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Manifestantes contrários ao governo entram em confronto com partidários de Muabrak na Praça Tahrir, no Cairo (2/2/2011)
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No Cairo, partidários de Hosni Mubarak usam cavalos para enfrentar multidão que pede a renúncia do líder egípcio (2/2/2011)
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Egípcios se protegem de confrontos no centro do Cairo (2/2/2011)
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Montado em um camelo, partidário de Mubarak briga com manifestantes antigoverno (2/2/2011)
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Manifestante anti-Mubarak é visto sangrando (2/2/2011)
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Manifestante atira pedra durante confrontos na praça Tahrir (2/2/2011)
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Manifestantes correm após serem feridos em confrontos (2/2/2011)
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Soldado egípcio tenta conter manifestantes pró-Mubarak (2/2/2011)
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Partidários do presidente egípcio, Hosni Mubarak, incluindo alguns em cavalos e camelos, marcham em direção a partidários anti-Mubarak no Cairo, Egito (2/2/2011)
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Partidários de Mubarak (parte de baixo da foto) entram em choque com manifestantes contra o governo (2/2/2011)
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Marcha pró-Mubarak chega à praça Tahrir, onde manifestantes antigoverno protestam há mais de uma semana (2/2/2011)
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Soldado passa por manifestantes na praça Tharir, no centro do Cairo (2/2/2011)
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Opositores arremessam pedras no centro do Cairo (3/2/2011)
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Imagem aérea mostra a praça Tahrir, principal local de manifestações e confrontos, no início da noite (3/2/2011)
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Partidário de Mubarak arremessa pedras durante confrontos (3/2/2011)
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Manifestante antigoverno ferido é atendido no Cairo (3/2/2011)
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Manifestantes rezam em meio aos protestos no centro do Cairo (3/2/2011)
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Manifestante antigoverno balança bandeira do Egito enquanto fuma um cigarro (3/2/2011)
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Fotógrafos (um deles da agência AP) se protegem durante confrontos no centro do Cairo (3/2/2011)
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Manifestantes contrários ao governo entram em confronto com partidários de Hosni Mubarak (3/2/2011)
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Soldado tenta impedir entrada de manifestante em local próximo à praça Tahrir, no centro do Cairo (3/2/2011)
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Manifestantes antigoverno no Cairo entregam para o Exército um homem (no centro, com lenço vermelho) que suspeitam ser partidário de Hosni Mubarak (3/2/2011)
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Manifestantes antigoverno cercam homem que acreditam ser partidário de Mubarak na praça Tahrir (3/2/2011)
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Multidão se concentra nas ruas do Cairo na manhã desta quinta-feira (3/2/2011)
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Manifestantes antigoverno fazem sinal da vitória na praça Tahrir, do Cairo (04/02)
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Manifestante antigoverno segura bandeira egípcia manchada de sangue na praça Tahrir, no Cairo, Egito (04/02)
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Manifestantes egípcios antigoverno rezam na praça Tahrir no Cairo, Egito (04/02)
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Manifestantes egípcios rezam durante protesto na praça Tahrir, no Cairo, Egito (04/02)
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Soldados egípcios são vistos atrás de barreira de arame farpado enquanto manifestantes antigoverno caminham durante protesto antigoverno do Egito (04/02)
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Manifestantes egípcios choram durante as preces de sexta-feira na praça Tahrir, no Cairo, Egito (04/02)
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Foto: Reuters
Milhares de egípcios se reúnem na prala Tahrir, no centro do Cairo, para o 'Dia da Partida' (04/02)
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Manifestantes deitam no chão da praça e desafiam soldados no Cairo (5/2/2011)
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Egípcio anti-Mubarak reza com bandeira egípcia em frente a minarete, no Cairo (5/2/2011)
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Opositor chora enquanto soldados tentam convencer manifestantes a sair com barracas da praça Tahrir, no Cairo (5/2/2011)
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Manifestantes fazem barreira para impedir entrada de tanques do Exército egípcio (5/2/2011)
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Opositor resiste à pressão para deixar a praça Tahrir, no Cairo (5/2/2011)
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Manifestantes contrários ao governo tentam bloquear entrada de tanques do Exército na praça Tahrir, no Cairo (5/2/2011)
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Manifestantes opositores limpam praça Tahrir, centro das manifestantes no Cairo (5/2/2011)
Mas depois que o presidente e seus conselheiros se encontraram na tarde de sábado, na Sala de Situação, Obama, através de um documento de ata da sessão, divulgado pelo Conselho de Segurança Nacional, mais uma vez pediu que Mubarak abstenha-se de usar violência contra os manifestantes e apoie "medidas concretas" que avancem a reforma política no Egito. Ele não definiu, no entanto, quais devem ser esses passos ou se a Casa Branca acredita que eles podem acontecer com Mubarak no poder.
Segundo altos oficiais do governo, durante a reunião Obama alertou que qualquer esforço iniciado pelos Estados Unidos para facilitar a saída de Mubarak ou a entrada de um possível sucessor pode sair pela culatra. "Ele disse várias vezes que o resultado tem de ser decidido pelo povo egípcio, e os Estados Unidos não podem estar em posição de ditar os eventos", disse um oficial sênior do governo, que como outros falou sob condição de anonimato.
Difícil
A contenção desse governo também é impulsionada pelo fato de que, para os Estados Unidos, lidar com um Egito sem Mubarak seria, na melhor das hipóteses, difícil e, na pior das hipóteses, francamente assustador. Por 30 anos, seu governo tem sido um pilar da política externa dos Estados Unidos em uma região volátil, principalmente por causa do tratado de paz entre Egito e Israel. As autoridades americanas temem que um novo governo – particularmente um que seja dominado pela Irmandade Muçulmana e outros grupos islâmicos – possa não honrar o tratado assinado em 1979 pelo antecessor de Mubarak, Anwar Sadat.
Sadat foi assassinado dois anos depois, abrindo o caminho para Mubarak. "Claramente o tempo de Mubarak se esgotou", disse um dos conselheiros de Obama. "Mas se isso significa que ele permitirá que um processo político real se desenvolva, com muitas vozes, ou se irá sair do caminho, é algo que os egípcios precisam decidir. Nós não podemos votar".
Esta não é a primeira vez que Washington tem que enfrentar a crise de como lidar com um levante contra um aliado ditador, linha dura e corruto. Alguns oficiais têm comparado o que se está acontecendo no Egito com os levantes de mais de três décadas atrás, que levaram à derrubada do Xá do Irã, e os protestos nas Filipinas, que derrubaram Ferdinand Marcos.
No Irã, Washington apostou na emergência de um governo com o qual poderia trabalhar e perdeu - um processo com o qual um membro do gabinete de Obama, o secretário de Defesa Robert M. Gates, esteve profundamente envolvido quando jovem assistente no governo Carter. Nas Filipinas, o resultado foi uma democracia bagunçada. No passado, Mubarak jogou o exemplo do Irã na cara de oficiais americanos – talvez como um aviso para não pressioná-lo demais. Em 2009, pouco antes de Mubarak chegar a Washington, a embaixatriz dos Estados Unidos no Cairo na época, Margaret Scobey, observou em um dossiê para o Departamento de Estado: "Temos ouvido ele lamentar os resultados de esforços anteriores dos Estados Unidos em incentivar reformas no mundo islâmico".
"Onde quer que ele tenha visto esforços dos Estados Unidos, ele pode apontar para o caos e perda de estabilidade que vieram em seguida", afirma o dossiê, um tesouro encontrado no website WikiLeaks. "Além do Iraque, ele também nos lembra que advertiu contra as eleições palestinas em 2006, que levaram o Hamas, ligadao ao Irã, à sua porta".
Governo moderado
Oficiais do governo Obama gostariam de ver um governo moderado e secular emergir das cinzas da crise egípcia. Mas como Mubarak sufoca em muito o debate político e marginaliza qualquer oposição – não existe meio termo na política do Egito, nenhum partido secular confiável que cresceu na oposição ao governo de Mubarak. Em vez disso, existe o Exército, que sempre apoiou o governo de Mubarak, e na outra extremidade do espectro, o grupo islâmico Irmandade Muçulmana.
Isso significa que se eleições livres fossem realizadas hoje, os egípcios teriam de escolher entre dois extremos, nenhum dos quais é atraente para os Estados Unidos.
"Nós não devemos pressionar por eleições antecipadas", disse Stephen J. Hadley, conselheiro de segurança nacional do presidente George W. Bush. "Devemos dar tempo ao povo egípcio para desenvolver partidos não-islâmicos. O objetivo é ganhar tempo para que a sociedade civil possa se desenvolver e, então, quando tiverem uma eleição eles poderão ter uma escolha verdadeira”.
Hadley disse que, dada a escolha, os egípcios poderiam muito bem optar por um governo híbrido que incluiria a Irmandade Muçulmana e a maioria secular, disposta a continuar a viver de acordo com o tratado de paz com Israel, de 1979.
Alguns oficiais claramente começaram a pensar nas muitas possibilidades que podem surgir caso Mubarak se afaste do palácio presidencial, incluindo um governo liderado por seu vice-presidente recém-instalado, Omar Suleiman, chefe de inteligência do país. As autoridades americanas dizem que Suleiman tem sido descrito como ainda mais oposto a amplas reformas que Mubarak. "Reposicionar apoiadores de longa data de Mubarak não é o tipo de ‘reforma concreta’ que o presidente quer", disse um oficial sênior.
Outra possibilidade, segundo oficiais americanos, seria um governo de transição liderado por alguém de fora, talvez Mohamed El Baradei, o ex-diretor geral da Agência Internacional de Energia Atômica, que voltou ao Cairo há alguns dias.
ElBaradei, que não vive no Egito há muitos anos, tem pouca ligação com os manifestantes. Um crítico frequente da política dos Estados Unidos, ele poderia formar um governo interino, enquanto o país se prepara para uma eleição. Como disse um oficial americano: "Ele mostrou uma independência de nós que esmagaria qualquer argumento de que está lá por nossa causa".
*Por David E. Sanger e Helene Cooper, com colaboração de Mark Landler