O que as mulheres querem? Projetistas fazem a pergunta e escutam as respostas

Ao projetar shopping centers e centros de compras, a Trademark Property Co. de Fort Worth, Texas, costumava fazer o que muitos projetistas fazem: unir equipes de arquitetos, designers e construtores, realizar pesquisas e organizar encontros com a comunidade.

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Mas em 2005, quando a Trademark começou a planejar um grande centro de compras, o Watters Creek, em um terreno de 52 acres em Allen, perto de Dallas, a empresa decidiu consultar um grupo que nunca havia sido ouvido antes: as mulheres.

Terry Montesi, o chefe executivo da companhia, contratou inicialmente duas consultoras: Claudia A. Sagan e J'Amy. Mas a Trademark também convidou duas dezenas de mulheres da região para fazer duras críticas ao seu projeto. No grupo estão Kirsten Fair, uma dona-de-casa e mãe de duas crianças, e Debbie Stout, membro do conselho da cidade e proprietária de uma empresa que vende roupa para empresários.

Essas mulheres opinam sobre diversos assuntos como o design da fachada, as áreas externas, as opções de estacionamento, as faixas para pedestres e os painéis de arte. Os projetistas nos perguntam sobre os detalhes diários, e escutam o que temos a dizer, disse Stout recentemente.  

Escutar as mulheres parece uma atitude completamente lógica, já que projetistas e consultores dizem que tal participação geralmente falta durante os primeiros estágios do desenvolvimento de um shopping center.

Projetistas, em muitos casos, ainda estão focados em dados e gráficos, e deixam as consumidoras longe do desenvolvimento do projeto. Seria mais fácil de os estereótipos de gêneros fosse deixado de lado, disse Andrea Learned, fundadora da Learned on Women, uma companhia que monitora como as mulheres tomam decisões na hora da compra. 

Por SANA SIWOLOP

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