O estilo Obama de gerenciar é evitar dramas públicos

WASHINGTON ¿ Nos meses seguidos à maior perda nas primárias da Pensilvânia, o senador Barack Obama foi um gerente descolado: sempre por perto, mas não intrometido. Raramente, nas reuniões telefônicas com seus conselheiros, ele delega a maioria das decisões aos outros e normalmente se imerge em todas as decisões básicas relacionadas à corrida presidencial.

The New York Times |

Depois da derrota de abril, um amigo deu um conselho urgente a Obama: Coloque suas mãos no leme.

E foi o que o Obama fez. Ele começou a participar mais das reuniões sobre estratégia; discursou mais fortemente do que alguns conselheiros gostariam contrariando a suspensão do imposto sobre a gasolina durante as férias de verão; e semana passada envolveu-se nos telefonemas que conduziram a saída de James A. Jahnson, o chefe da equipe de busca por um vice-presidente, que enfrentou críticas Republicanas por diminuir os impostos da conturbada financiadora Countrywide Financial Corp que financia a compra da casa própria.

O estilo de Obama até agora é marcado por aversão ao drama público e sua pequena e centrada equipe de conselheiros vem exibindo disciplina e lealdade para com suas prioridades. A saída de Jahnson, que entrou na equipe para adicionar experiência administrativa à busca do vice, foi um raro momento em que a campanha de Obama teve que expulsar um membro central de uma crise pública.

Enquanto chefe executivo, preocupado com quase mil empregados e despesas de centenas de milhares de dólares, Obama tende a focar-se mais nas coisas grandes do que nos detalhes diários.

Ele delega muitas decisões a um grupo que consegue prever situações, centralizado ainda no quartel general de Chicago que, em direção às eleições gerais, está absorvendo muitas das funções políticas do Comitê Nacional Democrata. Obama se mantém conectado aos seus conselheiros através do celular, mandando freqüentemente mensagens que não são assinadas e vão direto ao ponto. Alguma conversa que não pode ser resolvida em uma linha ou duas, é finalizada pelo telefone.
A maioria das reuniões importantes envolvendo Obama é arranjada em sua cozinha ou em um escritório afastado do quartel general da campanha, e acontecem de maneira bem ordenada. Pautas escritas e concisos resumos são preferidos de Obama.

Nós não sentamos lá e ficamos remoendo e discutindo o assunto, disse Susan Rice, a conselheira para política externa de Obama que trabalhou na administração Clinton. Ele é bem conciso e muito eficiente.

Por JEFF ZELENY and JIM RUTENBERG

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