O corte de taxas pode afetar democratas e republicanos do Senado

ALBANY ¿ Quando os republicanos do Senado falaram sobre o blefe do governador David A. Paterson nesta semana e disseram que iriam marcar uma eleição para cortar os gastos do governador, mesmo os democratas tiveram que assumir que os republicanos haviam ganhado uma batalha.

The New York Times |

Devido à pequena quantidade de senadores de ambos os partidos que correriam o risco de votar nos cortes sem um acordo estabelecido com a Assembléia, a causa força Paterson ¿ que vêm implorando há semanas por um acordo de orçamento ¿ a improvisar.

O governador havia pedido uma sessão legislativa especial, mas a cancelou nesta terça-feira, após um encontro público com líderes do Senado e da Assembléia que acabou sendo uma situação ridícula. Nele democratas e republicanos criticaram uns aos outros e não chegou a surgir um acordo sobre o balanço do orçamento.

A estratégia dos republicanos era hábil. E foi brilhante. Não fizeram mais do que apagar a importância de 14 bilhões de déficit com o qual se esperava limparo Estado de Albany por um ano e meio, presenteando o Estado com argumentos sobre sua pior crise fiscal desde a Grande Depressão.

Com o Wall Street anunciando novas demissões e muitas empresas cancelando bônus que são grande parte da receita do Estado no quarto semestre, o buraco no orçamento de Nova York está crescendo a cada dia.

Cortes

Quando se tem um grande déficit deste tamanho, as pessoas fazem de tudo por uma posição, disse Arthur J. Kremer, lesgilador democrata aposentado que já liderou o Conselho da Assembléia de Meios e Recursos. Mas no final, as pessoas irão perguntar quem continuou lá e quem fugiu?

Até mesmo Paterson não está acima desses joguinhos de persuasão. Embora muitos aliados acreditem que ele favorece o aumento da taxa de riqueza para ajudar a reduzir os déficits do Estado, Paterson rejeitou qualquer aumento num futuro próximo ¿ porque, alguns de seu partido dizem que ele não quer ser rotulado como um liberal. Nas últimas vezes em que ocorreram cortes, Paterson tentou primeiro conseguir que a Legislação aceitasse suas idéias sobre cortes antes que ele mesmo os propusesse.


Mas quando essa tática não funcionou, ele pôs as mãos nos bolsos e ofereceu US$ 2 bilhões em economias, incluindo riscos políticos de cortes para a Medicaid (seguro de saúde dos EUA) e para o sistema da universidade do Estado. Agora, Paterson se coloca como um fiscal vidente da maldição de Albany, violando a veracidade política de que não se deve ficar muito perto do sofrimento, especialmente, quanto aos cortes no orçamento.

Déficit

E ao tomar a responsabilidade de arrumar problemas fiscais do Estado, ele se entregou a uma pressão para dar resultados. Isso é especialmente verdade dado que sua promessa implícita aos eleitores de que seu estilo conciliador e sua experiência como legislador iriam se provar mais produtivos do que a abordagem limitada de Eliot Spitzer.

Senadores republicanos, que perderam duas cadeiras em novembro e agora possuem uma maioria fracassada, estão apostando que não sofrerão a vergonha. Os democratas ¿ salvo os desertores de sua linha ¿ tomarão conta do Senado em janeiro.

Não há dúvida por que os republicanos estão dizendo que não há uma boa razão para que se imponha um sofrimento a seus eleitores e aliados políticos, especialmente quanto aos interesses da saúde pública e escolas do distrito de Long Island, que poderiam sofrer o maior peso dos cortes de orçamentos.

Próximo ano

No entanto, sabemos que esse orçamento será sofrido, disse John McArdle, porta-voz dos republicanos do Senado. Por que não ver o espaço todo do que o governador tem em sua mente no contexto do seu plano de gasto? Por que passar cortes de hoje quando em três semanas ele terá que nos dar um orçamento para o próximo ano que tratará do mesmo território?

Claro que no próximo ano, serão Paterson e colegas democratas no Senado e na Assembléia quem estarão distribuindo os problemas. Além disso, adiar os cortes do ano fiscal atual resultará em uma acumulação no topo dos cortes que serão necessários para o próximo ano.

Os democratas terão que dobrar os danos políticos, talvez irritando eleitores contra a maioria do novo Senado democrata e trazendo de volta o posicionamento dos republicanos. Mas Sheldon Silver, que falou pela Assembléia, não irá se comprometer com os democratas em relação a quaisquer taxas a menos que Skelos traga seus republicanos para a mesa.

Eles apenas estão adiando o inevitável, disse Elizabeth Lynam, ex-diretora de pesquisa do Citizens Budget Commission, grupo que geralmente é a favor de gastos menores. Há um senso verdadeiro de que essa é a Albany dos velhos tempos.

Por NICHOLAS CONFESSORE

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