NYT Magazine: islamismo tenta dominar o mundo no âmbito cultural, diz autora de best-seller

A autora de best-sellers e ¿islamofóbica¿ radical fala sobre a irrelevância dos muçulmanos moderados, as lições que os EUA deveriam ter aprendido com o Líbano e como se vestir como as francesas.

The New York Times |

PERGUNTAS PARA BRIGITTE GABRIEL: EXPEDICIONÁRIA DAS CRUZADAS Por DEBORAH SOLOMON

P: Na pele da imigrante libanesa cristã que passou a adolescência em meio à sangrenta devastação da guerra civil do Líbano, você surgiu recentemente como uma das críticas mais veementes ao Islã radical naquele país. Você se preocupa que seu novo livro, They Must Be Stopped (ainda sem tradução para o português), irá alimentar a animosidade em relação aos muçulmanos?

R: Não acho que estou alimentando a animosidade, estou trazendo uma questão à tona. Eu desaprovo qualquer religião que convoca as pessoas para a matança de outras. Se o cristianismo fizesse isso eu iria condená-lo.

P: E todos os muçulmanos moderados que representam nossa esperança para o futuro? Porque você não escreve sobre eles?

R: A esta altura, os muçulmanos moderados são totalmente irrelevantes. Cresci na Paris do Oriente Médio e, como nos recusávamos a admitir o óbvio, perdemos nosso país para o Hezbollah e para os radicais que agora estão no controle.

P: Em seu novo livro, você escreve sobre a presença muçulmana na América e lamenta a ascensão das escolas islâmicas e dos acampamentos de verão do jihad. Essas coisas realmente existem?

R: Sim. Ao invés de tomar aulas de natação ou de ginástica, as crianças assistem a palestras, do tipo Preparação para a Morte ou A Vida no Túmulo.

P: Você também se queixa sobre os lava-pés públicos instalados na Universidade de Michigan e em outros locais, tornando estes lugares convenientes aos alunos muçulmanos.

R: Vivi no Oriente Médio nos primeiros 24 anos de minha vida. Em todo esse período, nunca vi uma pia para lavar os pés em aeroportos ou em outros prédios públicos. Então, porque estão forçando os americanos a instalá-las?

P: Não consigo me irritar com o fato de pessoas que querem lavar os pés antes de rezar.

R: Esta é a forma como eles estão dominando o Ocidente. Eles estão fazendo isto no âmbito cultural, centímetro por centímetro. Eles não precisam disparar uma arma. Veja o que está acontecendo na Europa. Queremos virar uma Eurábia?

P: Mas é relativamente pequeno o número de muçulmanos que vivem neste país ¿ cerca de 3 milhões, ou um por cento da população - enquanto em Amsterdã, por exemplo, estima-se que a população muçulmana atinja os 24 por cento.

R: Eles começaram como trabalhadores convidados na Europa. A expansão do islamismo é muito mais rápida do que de qualquer outra religião.

P: Em seu livro anterior você relatou a estória de sua infância no sul do Líbano, onde se escondeu em um abrigo antibombas por sete anos depois que sua casa foi destruída pela milícia muçulmana. Você ficou surpresa por ele se tornar um best-seller?

R: Não, não me surpreendi. Qualquer um pode relatar uma estória sobre o sofrimento humano infligido por radicais.

P: Os seus pais ainda estão no Líbano?

R: Fiquei órfã aos 23 anos. Meus pais estão enterrados em Israel, no Monte Zion, juntamente com Oskar Schindler.

P: Porque você os sepultou em Israel?

A: Quis honrar meus pais, afinal, lá é a Terra Santa. Também quis me assegurar de que meus dois filhos saberão a que está vinculada minha lealdade ¿ a Israel, pois, para mim, este lugar representa a democracia, o respeito aos direitos humanos, algo que nenhum outro país no mundo árabe oferece.

P: Você é agente do governo americano?

R: Não.

P: Você é patrocinada pela CIA? R: Não. Você está brincando? Votei em Al Gore em 2000.

P: Mas vejo que R. James Woolsey, um ex-diretor da CIA, faz parte da diretoria de sua fundação educacional, a American Congress for Truth.

R: Também temos o John Loftus, um democrata convicto e ex-promotor do Departamento de Justiça americano. Não somos nem Azul nem Vermelho.

P: Onde você mora?

R: Não revelo esta informação por causa das ameaças de morte que recebo.

P: Ameaças de alguém conhecido?

R: A Al-Qaeda mencionou meu nome em seus principais sites na internet e recentemente disponibilizou um press release sobre meu trabalho.

P: Se ameaças de morte a preocupam, porque colocou uma foto glamorosa sua na capa de seu novo livro?

R: No Líbano, somos criadas para sermos glamorosas, femininas e sensuais. É a única coisa boa que herdamos dos franceses.

- (Entrevista conduzida, condensada e editada por Deborah Solomon, colaboradora da revista do "New York Times")

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