NY tenta retomar rotina após atentado frustrado

Cidadãos afirmam que é necessário se adaptar ao temor de novos atentados na cidade

The New York Times |

O cheiro forte significava que algo estava errado, talvez perigosamente errado, e John Schneider, sentado em sua mesa na segunda-feira em um prédio de escritórios da Rua 40, quase na esquina com a Times Square, imediatamente olhou para fora. Chamas saiam de um bueiro aberto e chegavam até o terceiro andar.

O primeiro pensamento de Schneider foi sobre como manter seus funcionários em segurança. Seu segundo pensamento foi: "Medo, especialmente depois do que passamos no final de semana ", ele recorda.

Faz menos de 48 horas que o Pathfinder foi encontrado a cinco quarteirões do prédio de Schneider, com uma bomba acomodada no interior do porta-malas.

E, ainda que o incêndio do bueiro de segunda-feira tenha sido ligado à explosão de um cabo defeituoso, ele ressalta a percepção mais aguçada entre os nova-iorquinos conforme retomam suas rotinas diárias.

"Tudo isso acontece. Você se acostuma, mas não se acostuma", disse Schneider, que morou a vida inteira em Nova York, conforme as pessoas eram retiradas do prédio. "Você já não fica maluco. Apenas tenta se adaptar a qualquer situação".

AP
Policiais observam movimentação na Times Square nesta terça-feira

Na segunda-feira, a segurança foi aumentada em aeroportos, estádios, centros de transporte e na Times Square conforme os investigadores continuavam a procurar os responsáveis pela tentativa de atentado frustrada , e os nova-iorquinos, acostumados com as mudanças, seguiram em frente com o seu dia.

Na esquina da Rua 45 com a Broadway, onde o carro-bomba foi encontrado, dezenas de policiais marcavam presença, mas nada além do que se veria normalmente em uma típica tarde de segunda-feira.

Irvin Lassiter, 38, bancário do Brooklyn, que observava enquanto os bombeiros extinguiam o fogo do bueiro da Rua 40, disse que está assustado desde a tentativa atentado. "A cidade é grande demais para que consigam impedir tudo", ele disse. "Precisamos estar atentos, como dizem. Todos nós temos que estar vigilantes".

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