NY muda semáforos e cria centros de arte para ajudar idosos

Com um terço dos moradores com mais de 50 anos, cidade vira centro de aposentados

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A cidade de Nova York tem dado mais tempo aos pedestres para atravessar mais de 400 cruzamentos, em um esforço para tornar as ruas mais seguras para os moradores mais velhos.

Ao longo dos últimos sete meses, a cidade disponibilizou dezenas de ônibus escolares para que os idosos façam compras em supermercados. A cidade também tem permitido que artistas usem o espaço e materiais de 10 centros para idosos em troca de aulas de arte para os moradores.

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A escultura Judy Hugentobles (esq) ensina cerâmica para Diane Mullins em centro para idosos de NY

Além disso, está prestes a criar dois distritos específicos para os idosos, partes da cidade que se tornarão mais seguras e acessíveis para moradores mais velhos.

As pessoas vivem em Nova York porque a cidade é única - ela pulsa com vida, energia e uma grande variedade de opções -, mas há um certo reconhecimento entre os planejadores de que a cidade poderia ser um lugar mais amável e gentil para se envelhecer.

Os esforços da cidade, que ganham força à medida que a geração baby boom começa a chegar à idade da aposentadoria, nasceram de boas intenções, bem como de uma estratégia econômica. O poder econômico dos idosos é significativo.

"Nova York se tornou uma cidade mais segura, e temos tantos paques e riquezas culturais que estamos nos tornando um destino para aposentados", disse Lind I. GIbbs, vice-prefeita de Nova York para saúde e serviços humanos. "Os aposentados vêm não apenas com suas mentes e seus corpos, mas também com seus bolsos."

Cerca de um terço da população do país tem mais de 50 anos e controla metade do total de despesas domésticas, de acordo com um relatório recente da AARP, um grupo que representa os interesses dos aposentados.

Agora, a cidade está buscando melhorar a vida aqui de maneira modesta, mas significativa.

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E. Richter passa por rua movimentada no Upper East Side
A Academia de Medicina de Nova York adotou a ideia de criar uma cidade amigável da Organização Mundial de Saúde em 2007 e buscou na Câmara Municipal e no governo Bloomberg apoio financeiro e político.

A academia realizou mais de 30 reuniões na Câmara Municipal e com grupos focais formados por milhares de idosos de toda a cidade. Este verão, está realizando encontros nos bairros de East Harlem e no Upper West Side.

O que as pessoas dizem querer mais do que tudo é viver em uma vizinhança onde seja seguro atravessar a rua e onde a farmácia da esquina lhes ofereça um copo de água e permita que usem o banheiro.

Eles pedem que compradores pessoais aa loja Fairway os ajudem a encontrar bons descontos em mantimentos. Eles querem uma melhor drenagem da rua, porque é difícil saltar sobre poças com andadores e cadeiras de rodas.

"Nenhum bingo é jogado aqui", poderia ser o lema de Gibbs. Ela está por trás da iniciativa para a cidade, trabalhando em conjunto com a Academia de Medicina.

"Toda a conversa em torno do envelhecimento era, na minha opinião, direcionada a doença e tragédia. Agora ela tem como tema central a vida", disse Gibbs, e se tornou "muito mais sobre a força e a fidelidade e a energia que uma população mas velha traz para a nossa cidade".

Por Anemona Hartocollis

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