JERUSALÉM - A tênue trégua de duas semanas entre Israel e Hamas enfrentou seu teste mais severo no domingo, quando militantes palestinos arremessaram quatro mísseis e inúmeros morteiros de Gaza ao território israelense e a Força Aérea do país respondeu com um ataque à região.

A tensão havia aumentado nas últimas duas semanas desde que Israel retirou suas tropas de Gaza, acabando com uma devastadora campanha militar de 22 dias que disse ter realizado em parte para impedir tais ataques. Enquanto os conflitos olho por olho começaram na semana passada, domingo foi a primeira vez desde a trégua que múltiplos mísseis foram lançados de Gaza.

Depois dos ataques com mísseis, o primeiro-ministro Ehud Olmert de Israel deu sinais de que o ataque aéreo israelense seria uma resposta "direta" e "desproporcional".

A renovada hostilidade acontece enquanto oficiais palestinos se reúnem no Cairo, Egito, para debates com autoridades locais que tentam negociar um cessar-fogo mais duradouro entre Israel e Hamas. Autoridades israelenses expressaram ambivalência sobre entrar em acordo imediato com o grupo militante islâmico e a possibilidade de um acordo iminente permanece incerta.


Premiê israelense (C) garante que resposta será "desproporcional" / Reuters

Os mísseis e morteiros disparados contra Israel no domingo feriram levemente dois soldados e um civil, afirmaram os militares, e militantes palestinos abriram fogo contra uma patrulha do exército na fronteira, não causando ferimentos. Um dos mísseis aterrissou mas não explodiu perto de um jardim da infância em uma vila israelense no oeste de Gaza.

O ataque aéreo israelense foi destinado a uma estação policial na cidade de Gaza e seis possíveis túneis de contrabando sob a fronteira egípcia, afirmaram os militares. Não houve relato imediato de casualidades.

Ainda que pequenos grupos militantes palestinos sejam responsáveis pelos ataques recentes, mesmo que contrariando o Hamas, Israel disse culpar o grupo por qualquer violação da paz.

Israel e Hamas deram início a um cessar-fogo unilateral no dia 18 de janeiro. A fragilidade do acordo foi testada pela primeira vez na terça-feira, quando militantes palestinos detonaram uma bomba que matou um soldado israelense que patrulhava a fronteira.

Por ISABEL KERSHNER

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