Novo tom político de Michelle Obama gera repercussões nos EUA

WASHINGTON - Os funcionários públicos receberam Michelle Obama como uma celebridade, gritando e aclamando a primeira-dama. Mas quando ela subiu ao palco, a autointitulada mãe no comando rapidamente adotou uma postura política.

The New York Times |

A primeira-dama defendeu o pacote de estímulo econômico de seu marido, inclusive os planos de criar 15.000 unidades de moradia de baixo custo,  isolar termicamente 2 milhões de casas e reformar alojamentos militares.

Tais investimentos, Michelle disse aos funcionários do Departamento de Moradia e Desenvolvimento Urbano, impediriam "o aumento no número de sem-tetos durante estes momentos de dificuldades econômicas".


Michelle Obama adota postura política / AP

Em suas primeiras semanas na Casa Branca, Michelle recebeu visitantes na Mansão Executiva e acompanhou o presidente Barack Obama em um café da manhã religioso e a uma escola primária. Mas ao contrário de sua antecessora, Michelle também começou a promover projetos de lei que apoiam as prioridades políticas de seu marido.

Alguns observadores elogiaram a postura de Michelle no debate legislativo, dizendo que a nova primeira-dama, advogada formada em Harvard e ex-executiva hospitalar, é qualificada o suficiente para promover as políticas do presidente.

Outros expressaram surpresa, dizendo que esperavam que Obama se concentrasse em suas filhas e nas funções tradicionais que enfatizou na campanha presidencial, como o apoio às famílias de militares e pais trabalhadores.

Suas afirmações, eles disseram, carregavam ecos da postura da ex-primeira-dama Hillary Rodham Clinton, apesar de Michelle ter dito que não irá se envolver nas políticas do governo como Clinton fez.

"Ela fez de tudo para dizer que seria apenas a primeira mãe no comando", disse Myra Gutin, estudiosa de primeiras-damas da Universidade de Rider em Nova Jersey. "Nunca imaginamos que em algum momento ela iria se inclinar às políticas públicas desta maneira. Não é como se ela estivesse fazendo políticas públicas, mas sim adotando uma postura menos neutra do que disse que faria".

Marcia D. Greenberger, co-presidente do Centro Nacional de Leis para Mulheres, afirmou que Michelle está equilibrando com sucesso seu papel cerimonial como primeira-dama, seu papel como mãe e seu interesse em políticas públicas.

"Parece uma combinação de responsabilidades que funcionam naturalmente para quem ela realmente é", disse Greenberger, que esteve presente na assinatura da lei de pagamentos igualitários na Casa Branca. "Você não imagina que ser mãe ou um ser humano capaz de entender os desafios diários de todos tem que diminuir sua inteligência, experiência e compreensão das questões políticas".

- RACHEL L. SWARNS

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