Novo presidente da África do Sul enfrenta multidão de desempregados

ALEXANDRA, África do Sul - Como aves sobre fios de eletricidade, os homens desempregados sentam-se ao longo de um muro de concreto, sem nada para fazer em um dia de calor, falando sobre sua esperança de que o novo presidente, Jacob Zuma, resolva sua situação.

The New York Times |

"Ele prometeu que vamos ter nossos empregos de volta", disse Godfrey Goodman, fabricante de tijolos sindicalizado desta pequena cidade da África do Sul. "Eu fui um de seus partidários".         

Zuma agora precisa lidar com as expectativas das multidões de desempregados e sindicalistas que o ajudaram a conquistar o poder ao enfrentar a primeira recessão pós-Apartheid da África do Sul. O problema, que chegou como um presente malevolente dos Estados Unidos e Europa, autores da crise econômica global, teve início quando ele assumiu a presidência. 

Além disso, as más notícias continuam a chegar. O governo anunciou na quarta-feira que a produção industrial caiu 21.6% no ano passado.            

Para Zuma, que fez dos empregos a base de sua campanha, o aumento no desemprego para 23.5% não apenas complica sua capacidade de cumprir suas promessas, mas também agrava um problema que atrapalha a governabilidade do Congresso Nacional Africano: a alta extrema no desemprego que persiste mesmo quando a África do Sul, país mais rico da região, mostra crescimento robusto.          

Zuma, que durante a eleição tentou se afastar de posições difíceis que pudessem alienar os blocos eleitorais, agora terá que se definir em questões econômicas. Ele começou a fazer isso na semana passada em seu discurso à nação. Nele, o presidente delineou planos para criar milhões de empregos temporários, evitar as demissões, ajudar companhias em dificuldades e comprar mais bens produzidos no próprio país.           

Ele também apoiou uma "política industrial" mais ambiciosa, pressionada pelos sindicatos, para levar maior intervenção estatal a partes da economia que podem gerar mais empregos, com a montagem de carros, fabricação de roupas e outros bens.

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