Novo estudo aponta ligação entre naufrágio do Titanic e peças de baixa qualidade

Cientistas descobriram na última terça-feira que o construtor do Titanic tentou, durante anos, obter material de solda e soldadores, e que no final, utilizou materiais defeituosos que condenaram o navio ao naufrágio há 96 anos.

The New York Times |

O arquivo pessoal do construtor, dizem cientistas, dá uma clara evidência de uma mistura mortal de má qualidade de rebites e a ambição arrogante do elaborador de construir os três maiores navios do mundo de uma só vez ¿ o Titanic e outros dois irmãos; o Olympic e o Britannic.

Por uma década, cientistas argumentaram que o lendário navio teria afundado após se chocar com um iceberg, e que seu construtor teria utilizado rebites de baixa qualidade, de forma a permitir que toneladas de água invadissem a embarcação.

Quando a segurança dos botes de emergência foi primeiramente questionada há dez anos, o construtor ignorou as acusações e disse que não tinha um arquivista para solucionar o problema na época.

Historiadores dizem que as novas evidências nos arquivos da Harland & Wolffm em Belfast, Irlanda do Norte, confirmam o argumento e finalmente desvendam o enigma do naufrágio mais famoso dos últimos tempos. A companhia agora insiste que as novas descobertas são profundamente defeituosas.

Cada um dos grandes navios em construção exigia 3 milhões de rebites que funcionavam como uma cola para unir tudo, e em um novo livro, cientistas afirmam que o material estava em falta durante a construção do Titanic.

O time coletou dados de outros 48 rebites, recuperados dos escombros, submetidos a testes modernos, simulações de computador, comparações com os metais de um século atrás e uma cuidadosa documentação sobre o que os engenheiros e construtores de navios da época consideravam uma elaboração moderna.

Os cientistas dizem que todos os problemas começaram quando tais planos colossais forçaram a Harland & Wolff a procurar rebites de ferro de pequenas fundições, que tendem a ter menos habilidade e experiência.

O problema aumentou quando a companhia, ao comprar ferro para os rebites do Titanic, encomendou barras número 3, consideradas de boa qualidade ¿ e não as de número 4, que eram as melhores da época. Eles ainda descobriram que construtores de navios geralmente usavam as barras número 4 para âncoras, correntes e rebites.

Logo o navio, cujo nome inicialmente era sinônimo de opulência, por um momento se apoiou em materiais baratos.

De acordo com os papéis do arquivo, a companhia também enfrentou um grande déficit de soldadores modernos.

-William J. Broad

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