Novas tecnologias ajudam idosos independentes

Cada vez mais, muitos idosos que vivem sozinhos não estão totalmente desacompanhados. Eles são monitorados por novas tecnologias criadas especialmente para que possam viver de maneira independente e evitar dispendiosas visitas ao pronto-socorro ou a moradia em asilos.

The New York Times |

Bertha Branch, 78, descobriu o poder de um sistema chamado eNeighbor quando caiu no chão de seu apartamento na Filadélfia, tarde da noite, sem seu pingente de emergência e não teve como pedir ajuda pelo telefone.

Um sensor sem fio sob sua cama detectou que ela havia se levantado. Detectores de locomoção em seu quarto e banheiro registraram que ela não havia deixado a área dentro do seu padrão e enviaram a informação a um sistema de monitoramento central,  que ligou para seu número de telefone.

Quando ela não atendeu, isso gerou outras ligações a um vizinho, ao zelador do prédio e por fim ao 911,  que enviou uma equipe de resgate que derrubou sua porta. Ela estava no chão há menos de uma hora quando eles chegaram.


Casa com sensores ajuda idosos / NYT

Tecnologias como o eNeighbor vem com a promessa de melhorar os cuidados a um custo muito menor com o apoio de companhias grandes como a Intel e a General Electric.

Mas os aparelhos, que podem ser caros, continuam amplamente não testados e não são cobertos pelos planos de saúde do governo ou particulares.

Como toda tecnologia, os aparelhos (sensores, detectores da ingestão de remédios e aparelhos sem fio que enviam informações sobre pressão sanguínea, peso, oxigênio e níveis de glicose) podem ter consequências não intencionais, substituindo os exames face a face e o relacionamento com médicos, enfermeiros e membros da família.

Histórias como a de Branch mostram o potencial de aparelhos relativamente simples em oferecer conforto e independência a uma população cada vez mais velha que rapidamente deixa de ter acesso a médicos, enfermeiros, hospitais e dinheiro dos planos de saúde.

O custo do sistema básico de Branch, oferecido por uma assistência médica conhecida como New Courtland como parte de um programa financiado pelo governo, é de cerca de US$ 100 ao mês, muito menos do que um asilo, onde os custos aos contribuintes não saem por menos de US$ 200 ao dia.

Nos dois anos nos quais Branch tem o sistema, ela caiu três vezes e ficou presa na banheira uma, todas as vezes sem conseguir acessar o telefone para pedir ajuda.

"Em indivíduos, demonstramos que eles podem ser muito eficientes", disse Brent Ridge, professor assistente de geriatria na Escola de Medicina Mount Sinai em Nova York. "Mas até que sejam lançados em grande escala não temos como saber".

- JOHN LELAND

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