Novas regras ajudam soldados americanos traumatizados por conflitos

Sob ataque de grupos veteranos e do Congresso pela forma como lidou com reivindicações de deficiência, o Departamento de Assuntos dos Veteranos propôs novas regulamentações que podem facilitar a compensação por desordens de tensão pós-traumática (PTSD na sigla em inglês).

The New York Times |

A proposta busca aliviar o fardo de veteranos que não estiveram em combate e dizem ter desenvolvido a desordem psicológica e acelerar o processo destas reivindicações que representam uma parte significativa das 82 mil reivindicações de deficiência que o departamento recebe por mês.

As regras atuais exigem que o veterano diagnosticado com PTSD documente o evento traumático pelo qual passou durante o serviço responsável por ativar a desordem. Para veteranos que não serviram em unidades de combate, tal prova pode ser difícil de se encontrar dada a desigualdade dos registro mantidos pelos militares.

Mas os defensores dos veteranos argumentam que muitos soldados não combatentes, como motoristas de caminhão e balconistas de provisão, passaram por situações traumáticas, que incluem bombas à margem de estradas, fogo cruzado, ataques com morteiros ou a morte de amigos. Apesar de diagnosticados com PTSD, muitos destes soldados têm dificuldade em receber a compensação de deficiência.

A regra proposta eliminaria a exigência de documentação sobre o evento responsável por ativar o distúrbio, desde que os veteranos portadores de PTSD possam provar que estavam nos lugares e executaram deveres onde tais eventos podem ter ocorrido. Seus sintomas também devem ser consistentes com o trauma que dizem ter sofrido.

Em uma circular de notícias divulgada na segunda-feira, o secretário para assuntos veteranos, Eric K. Shinseki, disse: "Esta gestão irá lidar com as feridas ocultas da guerra vigorosamente e compreensivamente conforme seguimos adiante a toda velocidade em busca de uma transformação para o século 21".

Mas alguns defensores dos veteranos responderam com desconfiança às propostas que agora terão que passar por um período de revisão de 60 dias.

Katrina J. Eagle, advogada de veteranos na Califórnia, disse que a regra proposta exigiria que os veteranos sejam diagnosticados por psiquiatras e psicólogos do departamento ou aprovados por ele. Atualmente, os veteranos podem receber diagnósticos de seus próprios psiquiatras.

"Esta é sua forma de controlar os diagnósticos", disse Eagle. "Eu não vejo como isto pode facilitar a vida deles".

Mas outro defensores dos veteranos disseram que a exigência proposta em usar os psiquiatras do departamento parece uma forma razoável de reduzir fraude e padronizar os diagnósticos.

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