Nova York prepara exame para novo vírus da gripe

NOVA YORK - Técnicos de laboratório olham lateralmente por janelas de vidro. A cada metro deste longo corredor um cano amarelo é rotulado com o aviso: chuveiro de emergência.

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Homem trabalha no laboratório nova-iorquino

Homem trabalha no laboratório nova-iorquino

Esta é a central da gripe suína, o laboratório secreto no qual cientistas trabalham sem parar para rastrear a progressão do vírus, agora oficialmente batizado de influenza A (H1N1).

Antes de conhecerem o laboratório de resposta a ameaças biológicas no domingo, os visitantes tiveram que prometer não revelar sua localização. "Não queremos que alguém coloque isso no Google Maps", disse Sara T. Beatrice, diretora do laboratório e assistente do comissário do departamento de saúde da cidade.

Por trás deste temor está o medo velado de que alguém com más intenções ou pior, um terrorista, descubra o local. Mesmo assim, Beatrice afirmou que a existência do laboratório é um segredo conhecido de muitas pessoas que vivem na região em Manhattan, uma vez que o departamento de saúde acompanha de perto a comunidade local.

O laboratório assumiu um papel importante neste fim de semana, conforme o governo federal enviou a Nova York e outros departamentos de saúde selecionados no país os ingredientes necessários para se fazer testes conclusivos sobre o novo vírus da gripe suína, sem ter que enviar amostras ao Centro de Controle de Doenças e Prevenção em Atlanta.

No começo desta semana, Nova York será capaz de determinar se alguém está contaminado com a gripe suína em cinco horas e meia.

Quando se trata de identificar a gripe, o laboratório tem usado um processo de duas etapas. A primeira consiste em um teste rápido, que leva cerca de meia hora, para ver se a pessoa tem influenza A, que pode ser a gripe suína, ou influenza B, que não pode.

O segundo passo é testar o RNA para determinar que tipo de gripe A circula o vírus humano. No caso de ser gripe suína, o material é enviado ao CCPD. Mas em breve a determinação final será realizada em Nova York.

O laboratório é normalmente funciona de segunda a sexta das 7h às 18h. Mas por causa da urgência nos exames, a cidade adotou equipes de emergência que irão trabalhar até às 3h30. "Isso é parecido com o que aconteceu em 1999 quando ocorreram os primeiros casos da febre do Nilo Ocidental", disse Beatrice.

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