Nova York ganha museu sobre os esportes

NOVA YORK - Certamente nenhum museu celebrou sua inauguração contratando 30 pintores, músicos ou cientistas renomados para balançar enormes mãos de papelão em direção à multidão enquanto cheerleaders saltitam pelo parque ao redor. Mas foi esse o final de uma coletiva de imprensa na terça-feira quando Carl Lewis, Billie Jean King, Walt Frazier, Martina Navratilova, Eli Manning e outros acenaram com os aparatos do palco para celebrar a abertura do Museu de Esportes da América, em Manhattan.

The New York Times |

A arte seria totalmente diferente se Picasso tivesse usado uma máscara em formato de queijo.

Localizado no número 26 da Broadway no prédio onde antes foi o Standard Oil, o museu tem 2.320 metros quadrados de galerias de fama para quase todos os esportes (mas não pense que encontrará algo sobre o squash ainda), com artefatos, filmes, vídeos e exposições interativas. Seu propósito é exaltar os esportes usando tecnologias modernas e técnicas de exposição, além de fornecer uma localização prinvilegiada numa das maiores cidades do país e destinação turística mundial para fãs que não queiram ir até as galerias da fama em Cooperstown, Canton, Springfield, Newport, Oneonta ou Fort Lauderdale.

O preço disso tudoé alto: US$27 para adultos e US$20 para crianças de 4 a 14 anos.

Isso é mais do que a entrada no Museu de Arte Moderna (US$20 para os adultos) ou no Hall da Fama do Rock'n'Roll (US$22). Ao contrário dessas instituições, o museu do esporte é comandado por uma organização com fins lucrativos, uma anomalia no setor.

Pelo que pôde ser visto em uma visita ao museu - apesar das obras ainda não terem terminado - a missão de seu fundador e chefe executivo, Philip Schwalb, foi realizada com a ajuda de uma filosofia de design que é divertida e leve mas não advém da simples diversão de reunir quantidades massivas de coisas relacionadas ao esporte.

A toca de natação de Dara Torres está aqui, bem como o prêmio Cy Young de Sandy Koufax; a bola do arremesso 3.000 de Ty Cobb; as anotações do discurso feito por Tim Tebow ao aceitar o Troféu Heisman no ano passado; a carta de referência do escritor Grantland Rice para presidência de John Heisman no Downtown Athletic Club.

Fãs podem segurar o taco de Alex Rodriguez, Ichiro Suzuki e Ken Griffey Jr.; eles são encorajados a entrar dentro do display e sentir seu peso.

Algumas interatividades são simples, como obter as estatísticas e biografias de atletas olímpicos numa tela. Outras mais envolventes, como vestir a máscara de um goleiro de hockey para sentir a sensação de ter vômito jogado em você (que eu não vi).

A primeira galeria visitada pelos fãs é intitulada "Dreaming Big" (Sonhando Alto, em tradução literal) e mostra muito mais do que brindes esportivos. Vídeos, fotografias e artefatos de grandes atletas quando jovens são mostrados aqui para inspirar a nova geração.

Vídeos de Tiger Woods, Venus Williams e Michelle Kwan complementados pela camisa de Derek Jeter na Liga Infantil, os óculos que Jeff Gordon usava em seus dias de Go Kart, uma nota de US$2 que Curtis Martin ganhou de sua avó e usava na meia para ter boa sorte, uma das bonecas Barbie que Nancy Lopez ganhou de seus pais por suas conquistas no golf e o boletim da quarta série de King onde sua professora escreveu "ótima percepção de um jogo justo".

Dentro da galeria Olímpica, com os arcos multicoloridos iluminando a sala, a medalha de ouro de Kurt Angle compartilha espaço com a roupa usada por Dick Button em sua apresentação de patinação no gelo. Há poucos metros, o casaco de Jesse Owens e seu diário, entre outros itens dos jogos de 1936, em Berlim.

Na seção dedicada ao time de hockey masculino que representou os EUA nos jogos de 1980, o artefato mais importante é a bandeira americana que o goleiro Jim Craig usou para se enrolar nas comemorações. Diante dela estava Craig, falando novamente sobre aquele momento de eterna magia.

- RICHARD SANDOMIR

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