Nova York busca esforço nacional para a diminuição do consumo de sal

NOVA YORK - A cidade de Nova York, que exigiu que os restaurantes diminuíssem o uso de gordura trans e fez com que colocassem valores calóricos em seus menus, quer proteger as pessoas de outro problema de saúde: muito sal nos alimentos.

The New York Times |

Nesta segunda-feira, o governo Bloomberg planeja anunciar uma iniciativa que pede que restaurantes e fabricantes de alimentos reduzam o sal de seus produtos em até 25% nos próximos cinco anos.

Especialistas em saúde pública afirmam que isso irá reduzir a incidência de pressão alta e deve ajudar a prevenir derrames e ataques cardíacos associados à condição.

O plano é voluntário e não envolve nenhuma legislação nova. Ele permite que as companhias cortem o sal gradualmente ao longo de cinco anos para que a mudança seja menos perceptível aos consumidores.

"Nós consumimos sal em excesso e a maioria do sal que consumimos já está na comida quando nós a compramos", disse Dr. Thomas Farley, o comissário de saúde da cidade cujo departamento está conduzindo o esforço.

Cerca de 80% do sal na dieta dos americanos vêm de alimentos empacotados ou comidas de restaurantes. Farley afirmou que reduzir o sal dessas fontes salvaria vidas.

Desde que assumiu o cargo em 2002, o prefeito Michael R. Bloomberg, que acaba de iniciar seu terceiro mandato, ganhou reputação como militante de uma vida saudável, iniciando campanhas famosas contra o fumo e a gordura trans.

A campanha da cidade contra o sal é, de certa forma, mais ambiciosa e incerta do que aquelas contra o fumo e a obesidade.

Em primeiro lugar, as mudanças que prescreve requerem cooperação em escala nacional, segundo autoridades da cidade, porque não se pode esperar que fabricantes de alimentos alterem seus produtos apenas para o mercado de Nova York.

A cidade tem discutido o programa com a indústria alimentar desde 2007, contudo apenas algumas companhias parecem prontas a participar. Uma delas é a rede de supermercados A&P.

O sistema proposto pela cidade é complexo, com reduções que variam de 10% a 40% para 61 classes de alimentos empacotados e 25 classes de comidas de restaurantes.

Enquanto a maioria das companhias diz concordar pelo menos com o objetivo da redução de sal, alguns pesquisadores médicos questionam a base científica da iniciativa, dizendo que não há pesquisa suficiente sobre os possíveis resultados.

Ainda que concordem que é possível que o sal reduza a pressão sanguínea em geral, eles ressaltam que isso pode levar a mudanças fisiológicas, algumas das quais podem ser associadas a problemas de coração.

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