Nova tecnologia ajuda a recuperar visão de deficientes visuais

Barbara Campbell começou a perder a visão quando era adolescente e, pouco antes de fazer 40 anos, perdeu o que restava de sua visão.

The New York Times |

Campbell, agora com 56 anos, ficaria emocionada em ver alguma coisa. Qualquer coisa.

Agora, como parte de uma experiência notável, ela pode. Até agora, ela consegue detectar as bocas de seu fogão, a moldura de seu espelho e se o monitor do computador está ligado ou não.

Ela está começando a fazer parte de um intensivo projeto de pesquisa de três anos que envolve eletrodos cirurgicamente implantados nos seus olhos, uma câmera sobre seu nariz e um processador de vídeo amarrado a sua cintura.

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Barba ­ra Campb ­ell andando pelas ruas de Nova York

Alguns dos outros 37 participantes do projeto conseguem diferenciar pratos de xícaras, perceber a diferença entre grama e calçada, separar meias brancas de pretas e ver onde há pessoas, embora nenhum detalhe delas.

"Para alguém que foi totalmente cego, isto é realmente notável", disse Andrew P. Mariani, diretor do programa do Instituto Nacional do Olho.

O projeto, uma retina artificial, faz parte de um número recente de pesquisas que buscam atingir um dos mais almejados objetivos da ciência: fazer cegos enxergarem.

Mais de 3,3 milhões de americanos com 40 anos ou mais são cegos ou tem visão tão fraca que até mesmo com óculos, remédios ou cirurgia, tarefas cotidianas são difíceis, de acordo com o Instituto Nacional do Olho, uma agência federal.

Este número deve duplicar nos próximos 30 anos.

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Campbell faz parte de um experimento de eletrodos para deficientes visuais

As tentativas de cura incluem terapia genética, que melhorou a visão em pessoas que são cegas por causa de uma rara doença congenital.

Pesquisas com células tronco também são consideradas promissoras e outros estudos envolvem proteínas que respondem à luz e o transplante de retina.

E recentemente, Sharron Kay Thornton, 60, de Smithdale, Mississipi, que ficou cega por causa de uma doença de pele, recuperou a  visão em um olho depois que médicos da Escola de Medicina da Universidade de Miami Miller extraíram um dente e o modelaram para servir como base para uma lente de plástico que substitui sua córnea.

Campbell, conselheira de reabilitação vocacional da Comissão de Nova Iorque para Cegos e Pessoas com Deficiência Visual, sempre foi independente e muito alegre.

Mas pequenas coisas a irritam, como não saber se roupas estão manchadas e precisar de ajuda para comprar cartões comemorativos.

O dispositivo não a fará "ver como antigamente", ela disse. "Mas será mais do que o que eu tenho. Não só para mim - mas para as outras pessoas que virão depois também".

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