Nos cartazes de protestos, todos os tipos de mensagens

A maioria das pessoas que mora ou trabalha em Midtown, Nova York, já se acostumou com a alta segurança dos encontros da Assembléia Geral das Nações Unidas, com ruas bloqueadas, malas sendo revistadas no metrô e até uma torre de guarda portátil na Primeira Avenida, que é equipada com câmeras de vídeo e refletor de luz.

The New York Times |

Mas os encontros anuais são também uma oportunidade para algumas pessoas expressarem suas opiniões sobre a situação do mundo e aqueles que ajudam a organizar eventos globais.

A figura mais controversa a visitar as Nações Unidas este ano é o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad. Ele não deve chegar à assembléia até terça, mas, na segunda, sua visita já era muito discutida por diplomatas e pessoas de cargos elevados que iam chegando. Nas instruções dadas pelos Direitos Humanos, por exemplo, no Millenium U.N. Plaza Hotel, pessoas da equipe perceberam que os registros de Ahmadinejad tinham poucas informações.

Os membros, que incluíam o jornalista iraniano divergente Akbar Ganji, acusaram Ahmadinejad de aceitar práticas desumanas utilizadas na execução de jovens acusados por criticarem o governo.

Alguns quarteirões ao norte, no protesto contra o Irã (Rally Stop the Iran Now) pessoas diziam que as críticas ao líder iraniano são tão ouvidas quanto se ouve mil pessoas dentro de uma fortaleza. A visibilidade do protesto veio à tona quando seus organizadores convidaram a governadora do Alasca, Sarah Palin, para o evento, o que fez com que a senadora Hillary Rodham Clinton cancelasse sua presença, e por fim, houvesse o cancelamento do convite de Palin.

Um homem na multidão segurava um cartaz que dizia Q: Desconvide Apoiadores! e A: Somos Loucos!

Estou desolado com a liderança do grupo, disse o criador do cartaz, Arnold Zeitlin, 75, de Scarborough, condado de Westchester.

Mas não quis responder se estava se referindo ao cancelamento dos convites feitos à governadora do Alasca ou à senadora de Nova York, "Não quero mencionar nomes".

Na multidão, apertada próximo a Zeitlin, atrás de um bloqueio de metal colocado pela polícia, estava Frieda Herschman Huberman, 56, de Teaneck, Nova Jersey, que disse estar satisfeita com os porta-vozes do protesto.

Jovens Viajantes Unidos

Nem todo mundo perto das Nações Unidas estava lá na segunda para debater sobre a situação do Irã no mundo. Um grupo de jovens viajantes de New Hampshire, Bélgica, Alemanha e França disseram que se uniram e fizeram as malas para ir à Primeira Avenida por admirarem a missão humanitária da organização.

Vanessa Willems, 23, estudante de Direito de Bruxelas, Bélgica, disse que gostaria de trabalhar na ONU. "Eles dizem que as pessoas são idealistas", ela diz. "Mas não acho que isso seja algo ruim".

"Palin, me Liga"

Por volta de uma hora mais tarde, alguns monges do Butão estavam vagando e se depararam com um protesto na Rua East 47, onde Ahmadinejad, novamente, estava sendo condenado por um grupo de iranianos expatriados. Os monges, vestidos com mantos marrons, pararam e observaram o grupo e depois explicaram que estavam apenas tentando chegar ao aeroporto.

Do outro lado da rua, um jovem vagando pela Segunda Avenida com um cartaz verde escrito "Palin, me liga", e um número de celular.

Algum tempo depois, encontrado através de uma ligação, o homem se identificou como Eitan Levine, 19, estudante da Universidade Yeshiva, de Springfield, Nova Jersey. Ele disse que o cartaz queria mostrar seu apoio aos republicanos e que ele esperava que a candidata à vice-presidência entrasse em contato para receber suas estimas pessoalmente.

Sempre tem uma possibilidade de ela ligar, ele disse. Só posso esperar.

- COLIN MOYNIHAN

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