No aniversário de morte de King, McCain corteja eleitorado negro

MEMPHIS, Tenessee ¿ O senador John McCain, que diz que cortejará afro-americanos este ano e que realizará campanhas em locais que republicanos geralmente costumam deixar de lado em sua agenda, planeja ainda discursar aqui nesta sexta-feira, dia do 40° aniversário do assassinato do reverendo Martin Luther King.

The New York Times |



    McCain, provável candidato indicado pelo partido republicano, disse que sua idéia sobre King evoluiu desde 1983, quando, como um novato no Congresso, votou contra o estabelecimento de um feriado nacional em homenagem a King. Ele afirmou que sua escolha fora um erro. Em sua campanha desta semana, McCain disse que mudou de opinião após aprender mais sobre King. Ele indicou que, menos de uma década depois, convocou vários republicanos em seu Estado, o Arizona, para que apoiassem um feriado estadual em memória ao reverendo.

    Bem, eu aprendi que este indivíduo foi uma figura transcendental na história norte-americana, ele merece ser homenageado e pensei que era apropriado fazer isso, disse McCain em seu avião na última segunda-feira. Eu não estava feliz em ver que meu Estado natal, o Arizona, foi um dos últimos estados a lembrar a morte de King em um feriado, mas também estava feliz por ter participado da luta por tal reconhecimento.

    McCain irá discursar na Conferência da Liderança Cristã do Sul, já liderada por King, durante um evento na manhã desta sexta-feira no Museu Nacional dos Direitos Civis. As visitas acontecem quando McCain planeja dar início a sua campanha em comunidades de afro-americanos, grupo de eleitores que geralmente é alvo de pouca atenção do partido republicano.

    AP
    GABI
    Morto em 1968, King foi um dos maiores
    defensores dos Direitos Humanos no país
    Democratas estão levando em consideração o fato de McCain ter votado contra o feriado de King a fim de questionar seu comprometimento com os direitos civis. Nos anos 90, McCain foi contra as legislações dos direitos civis, além defender a retirada de verbas que seriam destinadas à realização do feriado de King.

    Esta semana, McCain lembrou que teve conhecimento da morte de King quando era ainda um prisioneiro de guerra no Vietnã. A notícia veio por meio de um programa de rádio que ouvia em sua cela, no tempo em que era mantido na solitária. Se eram notícias ruins ¿ como um furacão, o assassinato de King, de Bobby Kennedy ou qualquer outro ¿ eles fariam com que escutássemos o quanto antes, assinalou. Mas se o evento era, por exemplo, a chegada do homem à Lua, então isso não era importante para nós.

    -Michael Cooper

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