Nenhuma moda é a nova moda para cabelos masculinos

Robert Pattinson (aquele da juba selvagem e provocante) pode ser único no mercado de adulação adolescente deste verão: a revista Us Weekly chegou a publicar seu primeiro zine em homenagem ao ator. Porém, seu cabelo tem bastante concorrência.

The New York Times |

Há uma pequena moda povoando as cabeças dos jovens e, como seria de se esperar quando o assunto é cabelos, ela está crescendo.

Curiosamente, a moda não tem a ver com estilo. Não se vê um exército de clones de RPattz encantadoramente desgrenhados. Ao invés disso, há afros, moicanos, dreadlocks e pompadours. Há o punk quase "Ídolo" com alfinetes, longas cascatas hippies (com barbas combinando) e o estilo Bowie, parcialmente colorido.


Cabelos, cabelos, cabelos... Nenhuma moda é nova hoje em dia / NYT

Estes são apenas os estilos que têm nome. Geralmente, estes jovens dândis inteligentes misturam estilos criando híbridos desconhecidos no Hall da Fama do rock'n'roll. Como seria de se esperar, eles têm orgulho do fato.

Victor Jeffreys II, que ostenta um gigantesco afro, se refere orgulhosamente ao que chama de seu "cabelo não-normativo". Cameron Cooper, estilista de moda, diz que seu crânio raspado é "o ponto de exclamação do término da minha sentença".

Estes jovens são o que Malcolm Gladwell poderia chamar de modistas isolados dos cabelos (e seu próprio afro o colocaria no clube). Ainda assim, encontrá-los não é difícil. Apenas entre em um salão de ponta como Woodley & Bunny em Williamsburg, ou frequente alguma festa de verão obviamente cheia de hipsters nova-iorquinos, como a Warm Up no P.S.1 do Queens, e você rapidamente irá se deparar com um ou dois sujeitos expressivos.

"De repente, muitos caras simplesmente querem experimentar", disse Marguerite Jukes, cabeleireira do Bumble and Bumble, onde as jubas do elenco do musical "Hair", em cartaz na Broadway, são aparadas. "Ninguém quer somente aparar as pontas. E também não há um estilo onipresente que todos queiram: é sempre um pouco de tudo misturado".

Ela até mesmo se especializou em fazer o look imperfeito, "para que pareça que eles realmente cortaram em seus próprios banheiros".

Geralmente, aqueles que buscam aparências mais extremas mencionam o nome de algum roqueiro (Robert Plant, Simon Le Bon, Robert Smith, Anthony Kiedis) como inspiração. Mas o que deixa esta tendência ainda mais curiosa é a falta de relação entre o cabelo e o momento atual, o homem ou a música.

Aquele sujeito com o cabelo comprido e barba tem techno no iPod, enquanto o outro com a franja tingida de azul provavelmente irá tamborilar os dedos ao ritmo de death metal.

"Já não dá para saber do que eles gostam apenas por seus cabelos", disse Jukes. Ela contou que seu namorado, Ben Koller da banda de metalcore Converge, adotou a aparência do começo dos anos 1970, de John Michael Osbourne adolescente (quando ainda era vocalista da banda Black Sabbath). Sua banda, no entanto, favorece uma caótica mistura de punk e metal que faz o hit "Paranoid" do Sabbath lembrar Doris Day.

Era uma vez, digamos, há 40 anos esta semana, um período no qual homens de cabelos compridos seguiram em bando para Woodstock e o estilo determinava sua afiliação, brandia uma identidade cultural definida por seus gostos musicais, suas visões políticas ou quão deprimido você estava.

Tais interpretações literais do cabelo parecem ser totalmente antiquadas, até mesmo se os penteados não sejam.

"Eu não acho que o cabelo define as pessoas", disse James Carpinello que, seis noites por semana, veste uma peruca loira longa e calças de couro brancas justas para interpretar o fictício roqueiro dos anos 1980, Stacee Jaxx, no musical da Broadway "Rock of Ages".

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